Reconstrução do pináculo da catedral de Notre-Dame tem amplo consenso
9 de jul. de 2020, 08:49
— LUSA/AO online
"Existe um amplo consenso na opinião pública e
entre os responsáveis pela decisão” sobre como reconstruir o pináculo,
declarou a ministra, referindo que é sempre difícil a obra sair
exatamente idêntica, mas pelo menos deverá captar o “espírito” do
pináculo.“No entanto, creio que será o Presidente da República (Emmanuel Macron) que tomará” a decisão, concluiu Roselyne Bachelot.A
ministra fez estas declarações numa entrevista à radio France Inter,
poucas horas antes de uma comissão criada para tratar deste assunto, se
pronunciar sobre o assunto.Roselyne
Bachelot criticou, por outro lado, a operação surpresa de protesto da
organização ambientalista Greenpeace, que na manhã de hoje estendeu uma
faixa no topo do guindaste de construção que está na basílica de
Notre-Dame criticando a falta de ação de Macron contra as alterações
climáticas."Devemos respeitar as obras"
que são "extremamente frágeis" porque "qualquer intrusão nas obras de
Notre-Dame pode ter consequências absolutamente terríveis", alertou a
ministra.Na opinião de Roselyne Bachelot,
com a ação desta manhã, que "parece atacar os trabalhos que são tão
importantes para o consciente e o inconsciente coletivo", a associação
ambiental "não beneficia a sua causa”.A
Greenpeace abriu uma faixa com a mensagem "Clima: atos", reclamando que o
Presidente francês, apesar de falar muito sobre mudanças climáticas,
não está a trabalhar para conter o aquecimento global. A
catedral encontrava-se em obras de restauro no seu exterior quando, em
abril do ano passado, deflagrou um violento incêndio que demorou cerca
de 15 horas a ser extinto.A origem
acidental do incêndio, um curto-circuito, continua a ser privilegiada,
embora a causa do fogo não esteja esclarecida, e os resíduos calcinados
deverão ser analisados ao pormenor para detetar o menor indício.As
obras de Notre-Dame têm enfrentado vários imprevistos, desde a
necessidade de adotar medidas contra a contaminação por chumbo até à
crise do novo coronavírus, passando pelo mau tempo no final de 2019, mas
foram retomadas no final de abril.Os
andaimes colocados na torre da catedral de Notre-Dame de Paris para
arranjar os danos causados pelo incêndio de 2019 serão retirados até
final de setembro, assegurou no início de julho o representante do
Governo para a reconstrução do monumento.