Recebidas primeiras imagens do nanossatélite português Aeros MH-1
2 de jul. de 2024, 10:16
— Lusa/AO Online
“Estas imagens
representam mais um passo na capacidade de observação do Oceano
Atlântico por Portugal, que irá permitir uma análise detalhada do
ecossistema marinho e dos padrões climáticos”, referem as duas
entidades, em comunicado, apelidando este passo como um “marco
importante”.Lançado a 04 de março, o
nanossatélite estabeleceu comunicações com a Terra através do teleporto
de Santa Maria, nos Açores, operado pela empresa Thales Edisoft
Portugal, no dia 19 de março.Posicionado a
510 quilómetros de altitude, ligeiramente acima da Estação Espacial
Internacional, a "casa" dos astronautas, o nanossatélite vai observar
durante três anos o oceano Atlântico em particular."Esta
posição privilegiada permitirá uma análise aprofundada dos fenómenos
oceânicos, contribuindo para uma melhor compreensão dos ecossistemas
marinhos e dos padrões climáticos", assinalava a Thales Edisoft Portugal
em março, a propósito do lançamento.O
MH-1, um nanossatélite de 4,5 quilos que homenageia na sua designação o
antigo ministro da Ciência Manuel Heitor, considerado pelo consórcio
como impulsionador do projeto, é o segundo satélite português a ser
enviado para o espaço, depois do PoSat-1, um microssatélite de 50 quilos
que entrou na órbita terrestre em setembro de 1993, mas foi desativado
ao fim de uma década.Do consórcio nacional
do Aeros MH-1 fazem parte várias empresas e instituições académicas
portuguesas, às quais se associou o Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT, na sigla inglesa), nos Estados Unidos, através do
programa de cooperação MIT-Portugal.O
centro de engenharia CEiiA, em Matosinhos, um dos parceiros e que
construiu o nanossatélite, irá processar os dados e as imagens para
efeitos de estudos científicos.As
universidades do Algarve, Porto e Minho, o Instituto Superior Técnico e o
Imar - Instituto do Mar, entre outros, dão o suporte científico à
missão.O nanossatélite, que começou a ser
trabalhado em 2020, representa um investimento de 2,78 milhões de euros,
cofinanciado em 1,88 milhões de euros pelo Feder – Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional.