Reaberto acesso à fajã dos Cubres, na ilha de São Jorge
Hoje 11:18
— Lusa/AO Online
A autarquia adiantou em comunicado que na segunda-feira procedeu à desobstrução do caminho de acesso, “permitindo já a circulação de veículos, embora de forma condicionada às condições do local e às condições meteorológicas”.A intervenção “rápida e adequada possibilita, desde já, a passagem de veículos motorizados e de pessoas, ainda que de forma condicionada, até que seja realizada a correção total da situação”.O município referiu que “a remoção integral dos detritos” será efetuada esta terça-feira.“No âmbito da cooperação institucional em prol das populações que o município mantém com as secretarias regionais, achamos por bem disponibilizar maquinaria municipal para uma intervenção mais célere na desobstrução do trilho da Caldeira, em colaboração com a Secretaria Regional do Ambiente”, esclareceu.O presidente da Câmara Municipal da Calheta, António Viegas, disse no passado domingo à agência Lusa que a autarquia estava a “acompanhar constantemente” a situação.Segundo o autarca, a derrocada aconteceu no mesmo local onde já tinha ocorrido outra, no início de outubro de 2025, tendo a circulação ficado restabelecida provisoriamente no dia 14 de novembro.“Julgamos nós que também temos que ter alguma atuação junto do [serviço regional do] Ambiente e da própria Secretaria [Regional] da Agricultura, […] para saber porque é que aquilo está acontecer”, disse.António Viegas referiu que antigamente a situação “não acontecia, sempre correu água naquela zona, mas não como uma ribeira”: “Agora está totalmente uma ribeira, uma ribeira forte, uma ribeira que corre muito naquela zona e anteriormente não acontecia.”Para o autarca da Calheta, a situação poderá estar a acontecer “devido a algumas intervenções” feitas em caminhos e terrenos agrícolas na zona, “por causa de uma outra ribeira”.A autarquia também vai pedir a colaboração do Governo Regional dos Açores para atuar naquela zona, alegando que não se pode chegar ao verão “daquela maneira, sem segurança”.“Vamos criar segurança, ver como é que podemos reduzir aquele caudal da ribeira e criar condições para as pessoas poderem passar com alguma segurança”, vincou.