Reaberta pesca de atum-patudo nos Açores e na Madeira
Hoje 17:56
— Lusa/AO Online
De acordo com o
executivo açoriano, “fruto do trabalho de coordenação
entre os Governos Regionais dos Açores e da Madeira, foi assegurado,
junto do Governo da República, um reforço adicional de 500 toneladas de
quota de atum-patudo para 2026”.A
atribuição das 500 toneladas permite “reabrir a pesca de atum-patudo,
uma oportunidade que há vários anos não era possível proporcionar ao
setor”.O Governo Regional considera que a
decisão representa uma “excelente notícia” para o setor, “traduzindo-se
num reforço significativo das oportunidades de pesca e,
consequentemente, numa oportunidade para aumentar o rendimento dos
pescadores dos Açores e da Madeira que dependem desta atividade”.A reabertura da pesca do atum-patudo entrou esta quarta-feira em vigor nas duas Regiões Autónomas.As
operações de captura, manutenção a bordo, transbordo e desembarque
ficam limitadas a uma viagem de pesca por cada período de 48 horas,
aplicando-se limites máximos de captura em função do comprimento
fora-a-fora das embarcações.Segundo o
executivo açoriano, o resultado alcançado demonstra a importância da
cooperação entre as duas Regiões Autónomas na defesa do setor das
pescas, “gerando benefícios concretos para as comunidades piscatórias e
contribuindo para a dinamização da economia do mar”.“Este
resultado demonstra, também, a importância de uma posição concertada
das regiões na defesa dos seus interesses junto do Governo da
República”, acrescenta.Na nota, refere-se,
ainda, que a capacidade de articulação entre os Açores e a Madeira
permitiu alcançar uma solução concreta para o setor, “dando uma resposta
às necessidades dos armadores e pescadores das duas regiões”.Desde
janeiro de 2025 que vigora um acordo de entendimento entre os Governos
Regionais dos Açores e da Madeira, que tem como principal objetivo
“promover a sustentabilidade deste recurso, bem como garantir a
estabilidade desta atividade económica”.Neste
contexto, as duas regiões têm vindo a adotar medidas técnicas e regras
de operação uniformizadas para as respetivas frotas atuneiras,
“assegurando uma atuação concertada na gestão desta pesca e reforçando a
defesa dos interesses do setor junto das instâncias nacionais e
internacionais”, lê-se.