Rangel vai ser ouvido no parlamento sobre base das Lajes
Hoje 17:11
— Lusa/AO Online
O
requerimento do PS foi aprovado pela comissão, com a abstenção do PSD e
do Chega, e perante críticas do deputado social-democrata Paulo Neves,
que acusou o PS de partidarizar este tema.Na
iniciativa, que foi entregue à comissão de Negócios Estrangeiros e
Comunidades Portuguesas na sexta-feira, véspera do início dos ataques
dos EUA de Israel ao Irão, os deputados socialistas consideraram que o
aumento das movimentações na base militar, observado nas últimas
semanas, se “reveste de grande sensibilidade, subsistindo dúvidas quanto
à finalidade última das operações em causa e respetivo enquadramento
jurídico internacional”.Catarina Louro
(PS) referiu, na reunião esta tarde da comissão, que têm sido
transmitidas imagens e notícias que dão conta do aumento do tráfego na
base das Lajes, o que “levanta várias questões”. O
ministro dos Negócios Estrangeiros “tem estado a dar entrevistas desde
ontem [segunda-feira], mas o PS entende que o saudável escrutínio
político se faz no parlamento”, considerou a deputada socialista.Paulo
Neves destacou a “enorme delicadeza” do tema e considerou “lamentável”
chamar o ministro à comissão, recordando que Rangel tem feito
“declarações públicas e comunicados”. “O
ministro foi muito preciso quando falou de uma autorização condicionada
desde sábado”, referiu o social-democrata, salientando que, até
sexta-feira, “a realidade era uma e após o início da guerra, a situação
mudou”.“O Governo português respeita a
soberania nacional e dá-se ao respeito (…) Houve critérios que o senhor
ministro impôs ou apresentou para que os aviões possam utilizar a base
das Lajes e nenhum avião que vá participar num ataque direto ao Médio
Oriente pode partir da base”, descreveu, salientando a posição “muito
coerente, clara, quiçá muito corajosa” perante um aliado como os Estados
Unidos.Catarina Louro acusou o PSD de
estar nervoso com este tema e salientou que o PS “não formulou qualquer
conclusão sobre a ação do Governo” nesta matéria.“Os requerimentos não devem ser remetidos para a questão da partidarite”, defendeu.Também
na reunião, foi chumbado, com os votos do PSD e Chega, um requerimento
do PAN para ouvir Paulo Rangel e representantes de oito entidades,
incluindo a Comissão Europeia, UNICEF e Amnistia Internacional.