Rangel responsabiliza correios no estrangeiro por dificuldades de voto de emigrantes
Legislativas
22 de mai. de 2025, 16:20
— Lusa/AO Online
“Este
não é um problema novo”, admitiu o ministro, à margem do ‘Fórum do
Crescimento 2025, realizado hoje pela Câmara de Comércio e Indústria
Portuguesa. “A razão principal [para o
problema] não está nos correios portugueses, está em alguns territórios
onde os correios não funcionam ou funcionam deficientemente”, alegou,
adiantando como exemplo casos em que os correios regionais fazem
“pedidos de pagamento adicional quando está tudo protocolado para que
não haja nenhum pagamento por parte de cidadãos portugueses”.Sublinhando
que as eventuais queixas de dificuldades na votação em território
português se enquadram na responsabilidade da administração do processo
eleitoral e do Ministério da Administração Interna, Rangel reconheceu
que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, enquanto tutela das
comunidades portuguesas, também recebe queixas e informações.Isto
“é um problema endémico” que tem levado a vários debates, sobretudo nas
comunidades portuguesas no estrangeiro, sobre a alteração do sistema
eleitoral e o voto eletrónico.“O voto
eletrónico põe problemas de segurança e de confiança muito grandes”, mas
seria “a forma de se contornar um parceiro que temos de ter em cada
território, que é a administração dos correios do país em causa”, disse.“Há
aqui uma coisa que o Ministério da Administração Interna me relatou e
que eu posso dizer: os CTT têm tido um papel muito importante em
desbloquear algumas situações que foram denunciadas bastante cedo e que
permitiram prevenir outra”, acrescentou Rangel.“Obviamente,
por mais prevenção que façamos, por mais que as nossas missões
diplomáticas, oficiais de ligação da Administração Interna e a empresa
CTT façam há sempre situações que não é possível” resolver, avançou o
ministro, sublinhando que o problema não pode ser resolvido pelo seu
ministério.“Isto tem a ver com a administração eleitoral, não passa por nós, tem a ver com a Comissão Nacional de Eleições”, concluiu.