Rangel renunciará ao mandato de eurodeputado se for eleito e promete "dois pés em Lisboa"
PSD
15 de out. de 2021, 17:36
— Lusa/AO Online
Questionado pelos
jornalistas, Rangel salientou que "na prática" as deslocações a Bruxelas
e a Estrasburgo que fazem parte da vida de um deputado europeu "são
incompatíveis com a liderança de um partido"."Quando
for eleito presidente do PSD vou renunciar ao mandato, pode não ser no
primeiro dia ou mês a seguir às eleições,”, afirmou, justificando a
ponderação da data por ser membro da conferência sobre o futuro da
Europa até abril, embora admitindo que a “tarefa gigantesca” de liderar
um partido pode não ser compatível com esta participação.Numa
longa conferência de imprensa - mais de uma hora entre a apresentação e
as respostas aos jornalistas - Paulo Rangel prometeu “ser um líder do
PSD a 100% com os dois pés em Lisboa”, fazendo questão de repetir esta
referência à capital.Questionado como fará
a articulação com o grupo parlamentar - já que não é deputado -, Rangel
admitiu tratar-se de um ‘handicap’ mas lembrou outros líderes
sociais-democratas que não estavam na Assembleia.“Terei
uma relação estreitíssima com o grupo parlamentar, usarei o meu
gabinete no grupo parlamentar intensamente, porque entendo este como o
braço armado do partido”, afirmou.Num outro recado implícito ao atual presidente do PSD, Rui Rio, Paulo Rangel frisou ser “um parlamentar”.“Não
pertenço àqueles que acham que o parlamento é um órgão que deve ser
desvalorizado, pertenço justamente ao contrário”, afirmou, escusando-se a
adiantar já nomes que gostaria de ver à frente da liderança da bancada,
caso seja eleito presidente.Questionado
se informou previamente o Presidente da República e antigo líder do PSD,
Marcelo Rebelo de Sousa, de que se iria candidatar à presidência do
PSD, Rangel foi claro.“Nunca falei com o
Presidente da República sobre esta matéria (…) Aliás, há meses que não
falo com o Presidente da República, coisa que até não é muito comum”,
frisou.