Rali de Portugal regressa à Figueira da Foz e deve manter-se no Mundial até 2025
19 de abr. de 2023, 09:42
— Lusa/AO Online
“Vamos assinar, muito
em breve [o contrato para a continuidade da prova no Campeonato do Mundo
(WRC)], por mais dois anos, além deste”, disse Carlos Barbosa, para
quem “é quase impensável fazer um Mundial sem a presença de Portugal
como uma das provas europeias”.Para que
essa condição se mantenha, é importante continuar a apostar na
sustentabilidade ambiental – que já foi reconhecida pela Federação
Internacional do Automóvel (FIA) - e, principalmente, na segurança,
tanto dos participantes, como dos espetadores."A
segurança, para nós, é fundamental e é por isso que gastamos o dinheiro
que gastamos, porque, ao mínimo descuido de segurança, perdemos o rali
e, neste momento, há vários países europeus que querem entrar no
Mundial. Precisamos que o público perceba isso”, advertiu Carlos
Barbosa.A nível competitivo, os
organizadores da prova não têm dúvidas. O Rali de Portugal beneficia
“das melhores especiais do mundo” e de “um público espetacular”, que
fará da corrida, quinta etapa do campeonato de 2023, entre 11 e 14 de
maio, “um grande sucesso”.Para Carlos
Barbosa, a adesão dos pilotos é demonstrativa das virtudes do Rali de
Portugal: “Em média, os ralis do Campeonato do Mundo têm cerca de 40 a
45 automóveis. Nós, no ano passado, tivemos 90 e este ano acho que ainda
vamos chegar a esse número”, observou Carlos Barbosa.A
56.ª edição da prova começa a disputar-se no centro do país, na
sexta-feira, 12 de maio, com passagens duplas pelos troços em Lousã
(12,03 km), Góis (19,33), Arganil (18,72) e Mortágua (18,15), antes da
estreia da superespecial na Figueira da Foz.“Voltar
à Figueira da Foz é muito importante, pois fazia parte da tradição do
velho Rali de Portugal. Vamos ter também uma nova especial em Paredes
(...) e troços ao contrário [sentido inverso], para os pilotos não
pensarem que já vêm treinados do ano passado e, com isso, criar-lhes
algumas dificuldades”, assinalou o presidente do ACP.No
sábado, 13 de maio, o rali encaminha-se para norte e às classificativas
em Vieira do Minho (26,61 km), Amarante (37,24), Felgueiras (8,91) e à
superespecial em Lousada, decidindo-se no domingo, 14 de maio, após as
passagens por Paredes (15 km), Fafe (11,8) e Cabeceiras de Basto
(22,23), num total de 1.636,25 quilómetros, 329,06 cronometrados.Carlos
Barbosa destacou também a importância do rali para a economia nacional e
regional, para a qual contribuiu em 153,7 milhões de euros (ME) no ano
passado, um acréscimo de 8,9% relativamente à edição de 2019, a última
realizada sem os constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19.