Rajoy promete trabalhar para independentistas catalães perderem eleições
14 de nov. de 2017, 13:23
— Lusa/AO online
“Nós
vamos trabalhar para que os movimentos independentistas não ganhem” as
eleições, disse Rajoy numa entrevista na rádio espanhola COPE, numa
altura em que os partidos políticos da Catalunha estão a preparar as
suas listas eleitorais.Esta
consulta popular foi convocada pelo chefe do Governo espanhol em 27 de
outubro passado, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da
Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles
Puigdemont.Mariano
Rajoy voltou a lançar “um apelo à participação massiva” dos eleitores,
para que os partidos constitucionalistas, favoráveis à unidade de
Espanha, possam ganhar essa consulta eleitoral.Os
partidos separatistas ganharam as eleições regionais em 2015, o que
lhes permitiu formar um governo que organizou um referendo de
autodeterminação em 01 de outubro último que foi considerado ilegal pelo
Estado espanhol.Mariano
Rajoy explicou que as eleições de 21 de dezembro foram organizadas para
permitir “interromper a aplicação” do artigo 155.º da Constituição
espanhola que permitiu a intervenção do Governo central na região.Oito
dos catorze membros do governo catalão destituído estão detidos
provisoriamente, enquanto estão a ser investigados por alegado delito de
rebelião, sedição e peculato.O
presidente do governo catalão demitido, Carles Puigdemont, está ausente
em Bruxelas com outros três membros do seu executivo e irá
apresentar-se às eleições como cabeça da lista ‘Juntos pela Catalunha’,
que pretende que seja mais abrangente do que o seu Partido Democrático
Europeu da Catalunha (PDeCAT).Rajoy
recordou que todos os anteriores dirigentes catalães, mesmo os detidos,
“podem apresentar-se às eleições, visto não terem sido considerados
inelegíveis” pela justiça, apesar de terem sido “inabilitados
politicamente” por terem “enganado os cidadãos catalães”.O
chefe do Governo espanhol considerou que a previsão de crescimento
económico de Espanha em 2018, reduzida para 2,3%, pode subir para 3,0%
se a situação se normalizar na Catalunha.