Rajoy agradece "de maneira muito especial" à Polícia e à Guardia Civil
1 de out. de 2017, 19:37
— Lusa/AO online
“Agradeço aos
partidos políticos que mostraram a sua lealdade para com o Estado, aos
juízes e procuradores que aplicaram a lei sem receios dos assédios
antidemocráticos, e de uma maneira muito especial às forças e corpos de
segurança do Estado, à Polícia Nacional e à Guardia Civil, que cumpriram
a sua obrigação e mandato”, afirmou o chefe do Governo espanhol, numa
declaração a partir de Madrid. Na sua intervenção, de cerca de 13
minutos, sem direito a perguntas, Rajoy nunca fez referência aos
atingidos nas cargas policiais que ocorreram em vários locais da
Catalunha e que, segundo o executivo regional, provocaram mais de 700
feridos. “Teria sido mais fácil para todos olhar para o lado
enquanto se perpetrava um ataque tão grave à nossa legalidade, nas não o
fizeram. Todos responderam com lealdade ao seu compromisso com a
democracia e Estado de direito”, sustentou.“Fizemos o que
tínhamos de fazer. Somos o Governo de Espanha e eu sou o presidente do
Governo. Assumi a responsabilidade. Cumprimos com a nossa obrigação,
atuámos com a lei e somente com a lei”, defendeu Rajoy.O presidente do executivo espanhol considerou que o Estado “reagiu com firmeza e serenidade”. O
primeiro-ministro espanhol considerou que ficou demonstrado hoje que “o
Estado democrático tem recursos para se defender de um ataque tão
sério”. Os promotores do referendo sabiam que este era “ilegal,
improcedente e impossível”, mas “decidiram seguir em diante e promover
um verdadeiro ataque ao Estado de Direito”, condenou.“Hoje prevaleceu a democracia porque se cumpriu a Constituição. […] Todos temos motivos para confiar na democracia”, sustentou.Na sua declaração, Mariano Rajoy não se referiu explicitamente aos feridos. O
processo de convocação deste referendo, considerado ilegal, “só serviu
para semear a divisão e provocar situações indesejadas”, comentou."Hoje
vimos comportamentos e atitudes que repugnam qualquer democrata”, disse
ainda Rajoy, numa referência a "ameaças a juízes" e jornalistas, bem
como a utilização política de crianças.