Raissi apoia qualquer iniciativa diplomática que permita levantar sanções
Irão
5 de ago. de 2021, 17:23
— Lusa/AO Online
“As
sanções contra a nação iraniana devem ser levantadas. Apoiaremos
qualquer plano diplomático que alcance esse objetivo”, disse o chefe de
Estado da República Islâmica durante a sua cerimónia de tomada de posse
no parlamento.Raissi afirmou, no entanto, que nem a pressão nem as sanções impedirão o Irão de defender os seus “direitos legais”.“A
política de pressão e de sanções não conseguirá desencorajar o Irão de
defender os seus direitos legais”, referiu num discurso divulgado pela
televisão estatal iraniana.O
antigo chefe da Autoridade Judiciária iraniana, de 60 anos, tomou hoje
posse no parlamento como oitavo Presidente da República Islâmica para um
mandato de quatro anos, depois de ter vencido as presidenciais do
passado mês de junho – marcadas por uma elevada abstenção - e de a sua
eleição ter sido aprovada pelo líder supremo, o 'ayatollah' Ali
Khamenei.“Dedicar-me-ei
ao serviço do povo, à honra do país, à propagação da religião e da
moralidade e ao apoio da verdade e da justiça”, prometeu.Raissi sucede
ao moderado Hassan Rohani, que concluiu, em 2015, em Viena, um acordo
internacional com as grandes potências sobre o programa nuclear
iraniano, após vários anos de tensões sobre a matéria.Em
2018, os Estados Unidos abandonaram unilateralmente o tratado e
restabeleceram sanções, o que afetou a situação económica e social do
Irão.O novo
Presidente, conhecido pela sua desconfiança em relação ao Ocidente,
assume o comando numa altura em que as negociações indiretas do Irão com
os Estados Unidos para salvar o acordo nuclear estão paralisadas.As agitadas hostilidades regionais são outro desafio, assim como a pandemia da covid-19, que muito tem afetado o país.A
cerimónia de tomada de posse de hoje foi reduzida precisamente devido
ao novo coronavírus, mas ainda atraiu vários líderes e dignitários
estrangeiros.Os
presidentes do Iraque e do Afeganistão estiveram presentes, assim como
Enrique Mora, o responsável da União Europeia que coordenou as recentes
negociações nucleares em Viena, e altos dirigentes de Omã, Qatar,
Kuwait, Venezuela e Coreia do Sul.