Quinze dias depois do incêndio na Avenida da Liberdade continua tudo na mesma

Incêndio em Lisboa

21 de jul. de 2008, 12:33 — Lusa/AO online

O incêndio que deflagrou no dia 06 perto da meia-noite destruiu quase totalmente o prédio número 23 da Avenida da Liberdade, restando apenas a fachada, tendo afectado outros edifícios, nomeadamente a cobertura do número 21, cujos residentes, cinco famílias, tiveram de ser desalojados.     Desde esse domingo à noite que não se circula de automóvel na lateral da Avenida da Liberdade, no quarteirão onde ocorreu o fogo, e que continua vedado por grades da Polícia Municipal, que ainda vigia o local.     Hoje de manhã, dois elementos da Polícia Municipal mantinham-se nas proximidades do prédio destruído para evitar que as pessoas passem o perímetro de segurança.     O acesso ao parque de estacionamento dos restauradores, localizado em frente ao edifício afectado continua também encerrado, bem como a sapataria Guimarães e a Halcon, uma das lojas de viagens instaladas no rés-do-chão de prédios afectados.     As duas lojas têm afixados avisos justificativos do encerramento remetendo os seus serviços para outras instalações também em Lisboa.     A Halcon Viagens justifica o encerramento "por motivos operativos e de força maior" e na sapataria Guimarães lamenta-se o "incómodo provocado pelo incêndio".     Embora de portas abertas, a loja de viagens do El Corte Inglês está a ressentir-se devido à proibição de circulação na lateral da Avenida da Liberdade.     Uma das funcionárias contou à Lusa que o mês de Julho é normalmente de muita procura, o que não está a suceder actualmente.     "Os carros não passam aqui à frente. Há poucas pessoas interessadas, mas muitos curiosos que querem ver o prédio que ardeu", contou a funcionária.     Revelou também que houve necessidade de fazer remodelações nas instalações devido às inúmeras infiltrações causadas pela água depositada pelos bombeiros no combate ao fogo.     No interior do prédio ardido continua a ver-se, tal como há 15 dias, entulho até ao nível do primeiro andar, enquanto ainda não há vestígios de obras no local.     O vereador do Urbanismo já anunciou que as fachadas dos edifícios 29 a 33 afectados pelo incêndio da Avenida da Liberdade terão de ser alvo de obras de consolidação, a cargo do proprietário.     A vistoria realizada aos vários edifícios afectados pelo incêndio concluiu pela necessidade de obras de consolidação das fachadas dos edifícios 29 e 33, que não apresentam, contudo, "riscos de colapso", afirmou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS).