Quebra de 30% no ramo de rent-a-car um mês após saída da Ryanair dos Açores
Hoje 09:42
— Lusa/AO Online
“Sem dúvida que
há uma quebra, estimada em 30% face ao mesmo período do ano passado.
Este mês de abril está a ser mais fraco e estamos a sentir efetivamente a
falta da Ryanair. Isto é notório”, disse Luís Rego à agência Lusa.A
companhia aérea de baixo custo Ryanair abandonou a operação nos Açores a
29 de março devido às “elevadas taxas aeroportuárias” e à “inação” do
Governo português.Segundo o representante
nos Açores da ARAC, a ausência da companhia aérea de baixo custo é um
fator determinante, referindo que a companhia aérea de baixo custo
trazia um perfil de turista que recorria frequentemente ao aluguer de
viaturas e ao alojamento local.Ainda
segundo o representante, a saída da Ryanair coincidiu com o período da
Páscoa, tradicionalmente mais fraco em termos turísticos, agravando o
impacto.“Verificámos logo esta quebra pela
Páscoa, que por si já é um período mais fraco. E, coincidência, a saída
da Ryanair foi logo na semana da Páscoa. Estamos a notar que as
reservas estão largamente mais baixas este mês. E isto deve-se
naturalmente a uma parte da quebra da Ryanair”, disse.Apesar
de reconhecer que podem existir outros fatores a influenciar a
diminuição da procura pelo aluguer de viaturas, Luís Rego sublinhou à
Lusa que “uma grande parte da quebra é referente à falta da Ryanair”.“Estamos
a notar uma quebra efetiva. Agora, se é só por causa da Ryanair também
não sabemos. Mas é uma certeza que grande parte da quebra é referente à
falta da Ryanair, sem dúvida”, assinalou.Quanto
ao verão, o representante da ARAC antecipa uma maior movimentação no
setor de rent-a-car, tendo em conta que se trata da época alta. “O
verão é sempre o verão e existirão mais voos e mais movimento. É lógico
que na época alta será menor o peso da saída da Ryanair dos Açores”,
sustentou à Lusa. No entanto, Luís Rego alertou que o impacto da saída da companhia aérea de baixo custo continuará a existir.“A
maior preocupação que deve existir é já para o próximo inverno, porque
naquele período ficamos só com a SATA e a TAP”, defendeu.Sublinhando
que a companhia aérea Ryanair “sempre acrescentou valor” ao turismo nos
Açores, Luís Rego alertou que “o próximo inverno é longo, de outubro a
março, e, se nada for feito, a percentagem de quebra ainda será maior”.