Quatro ministérios preparam envio de equipa de apoio às operações
Venezuela/Sismo
Hoje 16:30
— Lusa/AO Online
Na
conferência de imprensa no final da reunião de Conselho de Ministros, o
ministro da Presidência detalhou a constituição desta equipa, que tinha
sido anunciada minutos antes pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro,
através da rede social X.De acordo com Leitão Amaro, "o envio será o mais rápido possível".“O
Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Administração
Interna, a Defesa Nacional e a Saúde estão agora com as suas entidades
reunidas para preparar a deslocação de uma equipa, exatamente a partir
do aeroporto, que se estima ser cerca de 50 pessoas, muito focadas nas
capacidades de apoio ao resgate, envolvendo pessoas do INEM, equipas de
resgate, equipas da Unidade de Emergência e Socorro da GNR, com
capacidade e experiência já em cenários semelhantes como, por exemplo,
os terremotos na Turquia”, disse.António
Leitão Amaro transmitiu a “profunda consternação” do Governo português
pelas vítimas mortais na sequência dos dois sismos desta madrugada na
Venezuela, incluindo uma já identificada de nacionalidade portuguesa,
anunciada antes pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.“A
nossa disponibilidade para a solidariedade e para a ajuda não termina
aqui”, assegurou Leitão Amaro, destacando a grande ligação de Portugal à
Venezuela.Questionado sobre eventuais
pedidos de repatriamento, o ministro disse não ter informação de que
existam para já, mas afirmou que também fazem parte do planeamento de
Portugal “caso sejam necessários”.“Temos
um dispositivo para tratar o que for necessário nesse plano de
repatriamento, se houver necessidade, o nosso esforço e a nossa
disponibilidade para a solidariedade não termina com esta equipa”,
disse.A primeira equipa que irá ser
enviada vai estar, segundo o ministro, “muito focada nos trabalhos de
emergência e ajuda humanitária”.Leitão
Amaro acrescentou que há também “uma interação com o Governo Regional da
Madeira”, que tem uma grande comunidade emigrante na Venezuela.“Os
portugueses estão ao lado dos portugueses que estão na Venezuela e dos
venezuelanos e das suas autoridades neste momento muito difícil”, disse.Cinco
portugueses, quatro dos quais da mesma família, estão desaparecidos em
La Guaira, na Venezuela, onde dois sismos causaram na quarta-feira
dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos
Negócios Estrangeiros português.Na
Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo
e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do
arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte
(Porto) do país, segundo dados oficiais.Estima-se que vivam na Venezuela 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes.