Quatro dos seis detidos ligados a grupo neonazi ficam em prisão preventiva
18 de jun. de 2025, 17:45
— Lusa/AO Online
Um dos detidos que vai
continuar em prisão preventiva, adiantou à Lusa fonte próxima do
processo, é o polícia da PSP que estava em comissão de serviço na
Polícia Municipal de Lisboa e que foi identificado como sendo um dos
membros do Movimento Armilar Lusitano (MAL), tal como os restantes cinco
detidos na terça-feira. Os seis detidos
na terça-feira foram presentes a juiz de instrução para primeiro
interrogatório e para aplicação das respetivas medidas de coação. Em
causa estão crimes e infrações relacionados com grupos e atividades
terroristas, discriminação e incitamento ao ódio e à violência e posse
de arma proibida.No âmbito da operação
"Desarme 3D", adiantou a Polícia Judiciária (PJ) em comunicado, foi
apreendido material explosivo de vários tipos, várias armas de fogo,
algumas das quais produzidas através de impressão 3D, várias impressoras
3D, várias dezenas de munições, várias armas brancas e material
informático, entre outros elementos de prova.“A
investigação resultou da deteção ‘online’ de indicadores de
manifestações extremistas por parte de apologistas de ideologias
nacionalistas e de extrema-direita radical e violenta, seguidores de um
ideário antissistema e conspirativo, que incentivava à discriminação, ao
ódio e à violência contra imigrantes e refugiados”, referiu a PJ.De acordo com a PJ, o Movimento Armilar Lusitano pretendia constituir-se como um movimento político apoiado numa milícia armada.