Quatro dos nove Conselhos de Ilha dos Açores aprovaram anteproposta de Orçamento para 2024
25 de out. de 2023, 07:56
— Lusa/AO Online
Os pareceres positivos foram dados
pelos Conselhos de Ilha de São Miguel, Graciosa, São Jorge e Pico,
enquanto os negativos correspondem aos órgãos consultivos das ilhas do
Corvo e de Santa Maria.Os Conselhos de Ilha da Terceira, Flores e Faial optaram por não se pronunciarem nesta fase.O
Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto
pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por
quatro membros eleitos por cada assembleia municipal, por três
presidentes de junta de freguesia, um representante do Governo Regional
(sem direito a voto) e vários membros das organizações sociais,
ambientais, culturais e empresariais da ilha.Na
ilha do Pico foi dado “um parecer globalmente positivo”, com a
indicação de alguns pontos que os conselheiros gostariam de ver
melhorados, disse o presidente do Conselho de Ilha, Rui Lima.Segundo
Rui Lima, as razões da aprovação do documento por unanimidade “resultam
também da recente visita do Governo [Regional] ao Pico e dos
compromissos que assumiu na altura”.“A
aprovação da anteproposta por unanimidade deste Conselho de Ilha
demonstra um voto de confiança no Governo Regional dos Açores, na medida
em que se entende que o solicitado se enquadra nas medidas previstas
para o próximo ano”, lê-se no parecer do órgão consultivo de São Jorge,
presidido por Lena Amaral.Já o Conselho de Ilha da Graciosa “maioritariamente deu parecer favorável às antepropostas do Plano e Orçamento para 2024”.“As
principais razões prenderam-se com os pontos positivos para a Graciosa,
nomeadamente na área social, com alguns investimentos reivindicados há
alguns anos e que foram contemplados”, disse o presidente do conselho,
Ricardo Ramalho.O quarto órgão consultivo a dar parecer favorável aos documentos foi o Conselho de Ilha de São Miguel, mas com algumas reservas.Dos
41 conselheiros votantes, 24 expressaram-se favoravelmente, na
segunda-feira, na reunião do Conselho de Ilha de São Miguel, organismo
liderado por Jorge Rita.De acordo com uma
nota de imprensa do organismo, apesar do parecer favorável, ressalva-se
que “o orçamento apresentado, entre outras, reduz a dotação para São
Miguel na ação de promoção de estilos de vida saudável e
prevenção/tratamento e reinserção dos comportamentos aditivos e
dependências”.No lado oposto votaram os Conselhos de Ilha do Corvo e de Santa Maria.“O
parecer desfavorável foi dado à anteproposta de plano porque
consideramos que é nesta altura que se podem fazer alterações à versão
final do documento”, justificou João Pedras, presidente do Conselho de
Ilha do Corvo.Segundo o responsável, o
parecer desfavorável foi pelo facto de “diversas rubricas preverem
verbas para todas as ilhas à exceção do Corvo”, o que deixa a ilha “fora
de projetos importantes”, e por obras “cujos concursos ficaram
desertos, não terem tido o aumento [financeiro] necessário para que haja
concorrentes, como é o caso da Aerogare do Corvo, que prevê a mesma
verba”.O Conselho de Ilha de Santa Maria
aprovou, por maioria, um parecer desfavorável à anteproposta de Plano de
Investimentos dos Açores para 2024, apesar de reconhecer um aumento de
verbas relativamente a este ano.Segundo a
presidente do Conselho de Ilha, Dulce Resendes, o documento para 2024
destina cerca de 32 milhões de euros, quando o de 2023 reservou 19
milhões, mas a proposta não corresponde às expectativas dos
conselheiros, pois diz respeito ao último orçamento da atual
legislatura, em que foi prometido “um conjunto de situações”, logo no
primeiro ano, e sem concretização até ao momento.Já
o Conselho de Ilha da Terceira decidiu não dar parecer sobre a
anteproposta do executivo açoriano devido ao "histórico de execução" de
anteriores planos e ao "irrealismo do documento", explicou Marcos Couto.O
mesmo aconteceu nas Flores, onde o órgão consultivo decidiu “apontar
uma série de condições essenciais” para serem incluídas no documento
final, como referiu o presidente José António Corvelo.Na ilha do Faial, o encontro dos conselheiros terminou sem estes concluírem se eram a favor ou contra o documento.“Sai
daqui uma posição de força do Conselho de Ilha, que se manifesta, mais
uma vez, por tentar chegar a uma opinião unânime, elencando aqueles
aspetos que entende serem mais positivos para a ilha do Faial, e
deixando o alerta para aqueles investimentos que não constam da
anteproposta de Plano”, referiu a presidente do Conselho de Ilha, Teresa
Ribeiro.O Plano e o Orçamento para 2024
vão ser votados em novembro na Assembleia Regional, sendo os primeiros
documentos orçamentais a serem apreciados após a IL e o deputado
independente terem denunciado os acordos escritos que sustentavam o
Governo Regional.