Quase metade das empresas de Santa Maria total ou parcialmente encerradas em maio
23 de jun. de 2020, 11:51
— Lusa/AO Online
Os dados resultam de um inquérito da Câmara do
Comércio e Indústria de Ponta Delgada/Associação Empresarial das Ilhas
de São Miguel e Santa Maria com o objetivo de conhecer a forma como se
processou a retoma da atividade em Santa Maria, em maio, tendo em
consideração que o levantamento das restrições relacionadas com a
pandemia de covid-19 ocorreu no início daquele mês.Segundo
o estudo, "em maio, cerca de 40% das empresas ainda se encontravam
total ou parcialmente encerradas" e naquele mês o volume de vendas foi
"inferior às expectativas de 71,4% das empresas", pois "apenas 9,5%
referem que excedeu as suas expectativas".As
empresas marienses que responderam ao inquérito são micro (76,2%) e
pequenas empresas (23,8%) com atividade maioritariamente no comércio
(45,2%), no alojamento e restauração (21,4%) e nos serviços (16,7%).As
perspetivas dos inquiridos para os próximos meses "são negativas ou
muito negativas para 83,3%" e "positivas para 16,7%", e "cerca de dois
terços dos empresários marienses considera que a melhoria da atividade
das suas empresas só vai ocorrer no verão de 2021".O
estudo aponta ainda que 88,1% das empresas da ilha de Santa Maria
recorreram a medidas de apoio - 29,6% dos empresários recorreu a linhas
de crédito, ajuda logo seguida da medida de âmbito regional de apoio à
manutenção de emprego e antecipação de liquidez (28,4%.). Recorreram ao 'lay-off' 17,3% das empresas, acrescenta o estudo da Câmara do Comércio e Indústria.Relativamente
a medidas de natureza pública que os empresários consideram necessárias
para ajudar diretamente as empresas, "a sua pretensão primeira é a da
transformação de créditos, total ou parcialmente, em apoio a fundo
perdido, o que se conjuga com o facto de o recurso a linhas de crédito
ter sido a principal opção para a maioria das empresas, o que significa
um aumento do seu endividamento".Em termos
de medidas de caráter geral para apoiar a retoma da atividade económica
em Santa Maria, 75% dos empresários consideram que "deve ser
principalmente direcionada para as acessibilidades à ilha, para a
redução das tarifas aéreas e para a sua promoção".Durante
o período de restrições à atividade empresarial, "a maioria das
empresas (57,1%) não utilizou meios digitais para efeitos de marketing",
alegando a "falta de recursos humanos e técnicos", avança o inquérito.