Quase 40 brigadas da ASAE fiscalizam preços nos hiper e supermercados de todo o país
1 de mar. de 2023, 12:01
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Turismo, Comércio
e Serviços, Nuno Fazenda, explicou que esta ação inspetiva da
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) tem “como pano de
fundo que Portugal tem uma inflação geral de 8,6%, abaixo da média da
União Europeia de 10%, mas, no que respeita aos produtos alimentares, o
preço do cabaz aumentou mais do dobro da inflação, 21,1%”, no último
ano.“Por isso mesmo, e também porque
temos, em alguns produtos, aumentos de 40, 50 e até 70% face ao ano
anterior, pretendemos intensificar a fiscalização ao nível dos preços
dos bens alimentares”, afirmou o governante.Naquele
que é o primeiro dia do mês do consumidor, Nuno Fazendo avançou à Lusa
que estão no terreno 10 brigadas da ASAE no Norte do país, 12 brigadas
no Sul e 16 brigadas na região Centro para “fiscalizar no terreno, em
supermercados e hipermercados de todo o país, a fixação de preços e as
práticas comerciais”.“Queremos transmitir
uma palavra de confiança aos consumidores. O Estado está atento, está a
agir e vai intensificar esta ação no terreno”, enfatizou.De
acordo com o secretário de Estado, esta fiscalização dos preços dos
bens alimentares “é algo que já tem vindo a ser feito”, sendo que, “nos
últimos seis meses, a ASAE desenvolveu uma atividade inspetiva em cerca
de 800 operadores, que resultou no levantamento de 40 processos-crime e
de cerca de 80 contraordenações”.“Incluem-se
aqui, por exemplo, a fiscalização dos preços fixados em prateleira e
dos pagos nas caixas de pagamento dos supermercados”, precisou.Considerando
que “o aumento exagerado dos preços não favorece ninguém, incluindo os
próprios operadores económicos”, Nuno Fazenda notou que “os portugueses
só vão poder pagar os preços que são comportáveis”, pelo que há que “ter
muita atenção ao exagero nos preços a que são vendidos nos produtos
alimentares”.“Este é um esforço que
convoca todos. Convoca, seguramente, o Estado e as suas instituições, na
regulação e na fiscalização, mas convoca também os operadores, naquilo
que diz respeito ao reforço da confiança, da transparência e da
responsabilidade social”. “A mensagem é
muito clara: vamos intensificar estas ações ao longo dos próximos
tempos. O Estado está atento e a agir na defesa do consumidor e na
proteção de uma economia saudável”, sublinhou.