Quarentena com direitos iguais para trabalhadores do público e privado
2 de mar. de 2020, 19:39
— Lusa/AO online
“O tratamento será igual para todos”, afirmou António Costa em
declarações aos jornalistas, após uma visita ao centro de contacto
Saúde24, em Lisboa, no dia em que foram confirmados os primeiros casos
de infeção, em Portugal, com o novo coronavírus (Covid-19).
O chefe do Governo afirmou que, hoje à tarde, o ministro da Economia,
Siza Vieira, está reunido com associações empresariais e que a ministra
do Trabalho “tem uma portaria pronta” e que “aguarda o fim desta
reunião” para a publicar. “Aquilo que é
garantindo a todos os profissionais, sejam do setor público sejam do
setor privado, é que em caso de ser necessário” de uma pessoa “manter-se
em casa”, será “acionado um mecanismo corresponde ao das baixas, de
forma a que todos possam ter os seus direitos garantidos”, afirmou
ainda. O surto de Covid-19, detetado
em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como
pneumonia, provocou mais de 3.000 mortos e infetou quase 90 mil pessoas
em 67 países, incluindo duas em Portugal. Das pessoas infetadas, cerca de 45 mil recuperaram.Além
de 2.912 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão,
Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália,
Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.Um português tripulante de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19
como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco
para “muito elevado”. Em Portugal, a
Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou os dois primeiros casos de
infeção em Portugal, um homem de 66 anos e outro de 33, internados em
hospitais do Porto.