Quarenta e cinco municípios com preço de venda das casas acima da média nacional
31 de out. de 2019, 14:02
— Lusa/AO Online
“Lisboa
(3.154 €/m2) registou o preço mediano mais elevado do país”, apurou o
INE, destacando, com valores superiores a 1.500 €/m2, os municípios de
Cascais, Oeiras, Loulé, Lagos, Albufeira, Tavira, Porto, Odivelas,
Lagoa, Funchal, Faro, Loures e Vila Real de Santo António.No
segundo trimestre deste ano, o preço mediano de alojamentos familiares
em Portugal foi 1.031 €/m2, registando “um aumento de +2,0%
relativamente ao trimestre anterior e +6,4% relativamente ao trimestre
homólogo”.“O preço mediano da habitação
manteve-se acima do valor nacional nas regiões do Algarve (1.606 €/m2),
Área Metropolitana de Lisboa (1.383 €/m2), Região Autónoma da Madeira
(1.205 €/m2) e, pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2016, a
Área Metropolitana do Porto (1.034 €/m2)”, de acordo com os dados do
INE.As estatísticas de preços da habitação
ao nível local, relativas ao segundo trimestre deste ano, revelam que,
dos 308 municípios portugueses, 45 apresentaram um preço mediano de
venda de habitação superior ao valor nacional.Estes
concelhos localizam-se maioritariamente no Algarve e na Área
Metropolitana de Lisboa - “as duas sub-regiões com preços mais elevados
do país”.Ao nível do município de Lisboa,
três freguesias lisboetas registaram preços superiores a 4.500 €/m2,
designadamente Santo António, Misericórdia e Santa Maria Maior.“No
Porto, a freguesia do Bonfim registou, simultaneamente, o preço mediano
dos alojamentos vendidos e a taxa de variação homóloga acima do
registado na cidade”, avançou o INE.Em
termos de amplitude de preços entre municípios, a Área Metropolitana de
Lisboa foi a sub-região onde se verificou a maior diferença (2.446
€/m2), com o menor valor a registar-se na Moita (708 €/m2) e o maior em
Lisboa (3.154 €/m2), seguindo-se o Algarve e a Área Metropolitana do
Porto, com diferenciais de preços entre municípios superiores a 1.000
€/m2.Durante o período em análise, “o
preço mediano de alojamentos novos foi 1.153 €/m2 e para os alojamentos
existentes o valor situou-se em 1.010 €/m2”, segundo as estatísticas.Com
um preço mediano de alojamentos novos acima do valor nacional,
destacaram-se a Área Metropolitana de Lisboa (1.805 €/m2), o Algarve
(1.750 €/m2), a Região Autónoma da Madeira (1.333 €/m2) e a Área
Metropolitana do Porto (1.224 €/m2).“No
caso dos alojamentos existentes apenas três destas sub-regiões superaram
o referencial nacional: o preço mais elevado registou-se no Algarve
(1.573 €/m2), seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (1.334 €/m2) e a
Região Autónoma da Madeira (1.170 €/m2)”, revelou o INE.Entre
as 25 NUTS III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins
estatísticos) em Portugal, o menor preço mediano de alojamentos
existentes e novos vendidos verificou-se no Alto Alentejo (448 €/m2 e
642 €/m2, respetivamente).À semelhança de
trimestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa foi a sub-região a
registar o maior diferencial entre o preço de alojamentos novos e o de
alojamentos usados (471 €/m2).Apesar de
Lisboa continuar a registar os preços mais elevados do país, “a cidade
da Amadora, mais uma vez, destacou-se por registar o maior crescimento
face ao período homólogo: +21,8%”.Face ao
período homólogo, as sete cidades com mais de 100 mil habitantes
registaram todas um aumento dos preços, designadamente Amadora (+21,8%),
Porto (+20,7%), Braga (+18,6%), Vila Nova de Gaia (+17,5%), Lisboa
(+14,6%) e Funchal (+8,3%) e a cidade de Coimbra, que registou o menor
crescimento relativo (+3,1%).Em comparação
ao primeiro trimestre deste ano, “as únicas cidades onde a taxa de
variação homóloga aumentou foram Vila Nova de Gaia (+2,8 pontos
percentuais) e Braga (+0,4 pontos percentuais)”.Produzidas
pelo INE, as estatísticas de preços da habitação ao nível local em
Portugal têm periodicidade trimestral, analisando os alojamentos
familiares transacionados por venda no território nacional, através do
aproveitamento de fontes administrativas, nomeadamente dos dados fiscais
anonimizados obtidos da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT),
relativos ao Imposto Municipal sobre as Transações Onerosas de Imóveis
(IMT) e ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).