Quadro típico de verão dispensa alerta
Incêndios
4 de ago. de 2022, 12:03
— Lusa/AO Online
Nas previsões
meteorológicas para os próximos dias “o que temos é um quadro de verão
típico”, disse hoje a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia
Gaspar, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
(ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, após uma reunião por videoconferência com
membros de várias áreas governativas para avaliar as condições
meteorológicas e o risco de incêndio.Da
reunião, disse, concluiu-se que “não há necessidade de emitir nenhum
tipo de alerta do ponto de vista político, e portanto a situação
vigente, e prevista para próximos dias, está enquadrada naquilo que são
os instrumentos ao dispor da ANEPC e do restante dispositivo, quer do
ponto de vista da situação operacional quer da resposta”. Patrícia
Gaspar lembrou que algumas zonas do país, sobretudo no interior norte e
centro, têm concelhos com risco elevado de incêndio, com a zona litoral
e sul em situação menos gravosa, e alertou que se mantém em quase todo o
país uma “situação de seca muito complicada”, pelo que os portugueses
devem manter uma “adequação de comportamentos” sobretudo em espaços
rurais e florestais.A 26 de julho, numa reunião idêntica, o Governo já tinha tomado a mesma decisão de não voltar a ativar a situação de alerta.Após
a reunião de hoje em Carnaxide o comandante nacional de Emergência e
Proteção Civil, André Fernandes, disse aos jornalistas que até cerca das
19:00 de hoje tinham-se registado 55 incêndios, contra 89 na
terça-feira e 113 na segunda-feira.André
Fernandes disse que se mantém até quinta-feira o estado de alerta
especial de nível vermelho nos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e
Viseu.Mas salientou que na quinta-feira
haverá uma reavaliação desse estado de alerta, o mesmo acontecendo com
os distritos em estado de alerta laranja e amarelo (menos gravosos). É
natural, disse, que haja “alguma desgraduação daquilo que é o nível de
alerta nos diferentes distritos”.André
Fernandes referiu no entanto que os distritos de Bragança e Guarda
merecem mais atenção, por serem os que mantém “mais desfavoráveis” as
condições para incêndios, com elevadas temperaturas, vento forte e baixa
humidade.O comandante lembrou as
restrições no uso de maquinaria ou do fogo em municípios com risco muito
elevado e máximo de incêndio, e pediu especial cuidado com o fogo de
artificio, muito usado em tempo de festas.