Putin renova acusações de que Ocidente quer destruir a Rússia
Ucrânia
27 de fev. de 2023, 11:56
— Lusa/AO Online
“Eles
estão a enviar dezenas de biliões de dólares de armas para a Ucrânia.
Isto é realmente participação”, disse Putin numa entrevista ao canal
Rossia-1, citado pela agência francesa AFP.“Isto significa que eles estão a participar, ainda que indiretamente, nos crimes do regime de Kiev”, disse o líder russo.Os
aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armamento às forças
ucranianas para enfrentar as tropas russas, que invadiram o país a 24
de fevereiro de 2022.Putin, no poder desde
2000, disse que os países ocidentais têm apenas um objetivo: “Destruir a
ex-União Soviética e a sua parte principal, a Federação Russa”.Na entrevista, o Presidente russo reiterou também o seu apelo à criação de um mundo multipolar.“O
que é que somos contra? Contra o facto de este novo mundo que está a
emergir estar a ser construído apenas no interesse de um país, os
Estados Unidos da América”, disse.Putin
acrescentou que se sentiu obrigado a reagir, dadas as tentativas dos
Estados Unidos de “reconfigurar o mundo à sua imagem após a queda da
União Soviética”, em 1991.Ao anunciar a
ofensiva, há um ano, Putin denunciou as manobras do Ocidente contra a
Rússia e disse que não queria repetir o erro de Josef Estaline, que viu a
União Soviética ser atacada pelas tropas da Alemanha nazi apesar do
pacto de não-agressão que tinha assinado com Adolf Hitler.“Não cometeremos este erro pela segunda vez”, disse Putin na altura.Putin ordenou a invasão em 24 de fevereiro de 2022, para “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho.A
“operação militar especial”, como lhe chama Moscovo, desencadeou uma
guerra de larga escala que mergulhou a Europa naquela que é considerada a
crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial
(1939-1945).Desconhece-se o número de
baixas civis e militares do conflito, mas diversas fontes, incluindo a
ONU, têm admitido que será elevado.Os
aliados ocidentais da Ucrânia assinalaram o primeiro aniversário da
guerra, na sexta-feira, com o anúncio de mais apoio militar a Kiev e de
novas sanções contra Moscovo.