Putin rejeita presença de tropas estrangeiras antes ou depois da paz
Ucrânia
5 de set. de 2025, 17:29
— Lusa/AO Online
Se
estas tropas forem enviadas agora, durante a guerra, Moscovo irá
considerá-las "um alvo legítimo", disse Putin, durante o seu discurso no
Fórum Económico do Leste, realizado na cidade portuária de Vladivostok.
"E se forem tomadas decisões que conduzam
à paz, a uma paz duradoura, simplesmente não vejo sentido na sua
presença" em território ucraniano, acrescentou Putin, pedindo que
"ninguém duvide que a Rússia respeitará integralmente" as futuras
garantias de segurança para a Ucrânia.Durante
o seu discurso, Vladimir Putin convidou o seu homólogo ucraniano,
Volodymyr Zelensky, para conversações de paz em Moscovo, algo que este
já rejeitou."Já disse: 'Estou disposto,
por favor, venha, nós garantimos condições de trabalho e segurança
completas e seguras. A garantia é de 100%'", disse.A
Rússia acusou hoje os estados europeus de "atrapalharem" a resolução do
conflito na Ucrânia, um dia depois de 26 países se terem comprometido
com uma "força de segurança" em caso de acordo de paz."Os europeus estão a obstruir a resolução na Ucrânia. Não estão a contribuir", disse o porta-voz da Presidência da Rússia.Na
quinta-feira, 26 países, na maioria europeus, comprometeram-se com a
criação de uma "força de segurança" em caso de um acordo de paz no
conflito da Ucrânia, anunciou o Presidente francês.De
acordo com Emmanuel Macron, o grupo de países, reunidos em Paris e por
videoconferência no âmbito da Coligação dos Dispostos, prontificou-se
para prestar garantias de segurança às autoridades da Ucrânia, com
presença "em terra, no mar ou no ar".Emmanuel
Macron sublinhou que a força de segurança “não tem intenção nem
objetivo de travar qualquer guerra contra a Rússia" e referiu que os
Estados Unidos foram também "muito claros" sobre a disponibilidade para
participar.O líder francês observou que
não se pretende que as forças a destacar estejam presentes na linha da
frente, mas "prevenir qualquer nova grande agressão" por parte da Rússia
e garantir a "segurança duradoura da Ucrânia".Ao
fim de três anos e meio da invasão russa da Ucrânia, as propostas para
um acordo de paz entre Moscovo e Kiev têm fracassado, apesar das
iniciativas do Presidente norte-americano para aproximar as partes.O
líder russo, Vladimir Putin, exige que a Ucrânia ceda territórios e
renuncie ao apoio ocidental e à adesão à NATO, condições que Kiev
considera inaceitáveis, reivindicando, pelo seu lado, um cessar-fogo
imediato como ponto de partida para um acordo de paz, a ser
salvaguardado por garantias de segurança que previnam uma nova agressão
de Moscovo.