Putin reitera em conversa com Trump que Rússia vai tomar todo o Donbass
Hoje 11:06
— Lusa
Putin contactou Trump por ocasião do 250.º aniversário dos Estados Unidos, Dia da Independência, que se comemora no país anualmente a 04 de julho.“Os presidentes abordaram, naturalmente, a questão de uma resolução na Ucrânia, tendo em conta, nomeadamente, a próxima participação de Donald Trump na cimeira da NATO na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho”, indicou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático do Kremlin, citado pela agência de notícias Ria Novosti.Na conversa, Putin salientou que a Rússia “irá tomar todo o Donbass, apesar dos esforços da Ucrânia”, segundo Yuri Ushakov.“Por mais que o regime de Kiev se agarre aos bastiões que lhe restam, o nosso Exército irá tomá-los sem falhar”, afirmou Ushakov numa conferência de imprensa por telefone, para dar conta da conversa.Putin sublinhou ainda a história comum das relações entre a Rússia e os Estados Unidos, e aproveitou para posicionar o seu país como potência mundial, uma vez que ambos são “potências nucleares” e “têm a responsabilidade essencial de garantir a segurança e a estabilidade à escala global”.Não fez qualquer referência à Guerra Fria, mas sim ao facto de terem sido “aliados em duas guerras mundiais” e de “juntos terem libertado a humanidade dos horrores do nazismo”, bem como ao subsequente “papel vital na construção das bases da ordem mundial moderna”.O chefe de Estado russo manifestou a sua confiança no estabelecimento de laços construtivos, equitativos e mutuamente benéficos entre Moscovo e Washington, segundo o conselheiro.Antes deste contacto entre os chefes de Estado da Rússia e dos Estados unidos, Kiev anunciou igualmente que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tinha conversado também por telefone com Donald Trump."O presidente Trump e eu discutimos a situação atual na linha da frente, bem como os nossos esforços diplomáticos. Existe uma perspetiva real de pôr fim a esta guerra e a determinação dos Estados Unidos é decisiva", afirmou Zelensky nas suas redes sociais.Está prevista, a partir de terça-feira, em Ancara, na Turquia, a chegada de chefes de Estado e delegações de 32 países, incluindo Donald Trump, para esta cimeira da Aliança Atlântica."Acordámos em prosseguir estas discussões durante a cimeira da NATO", acrescentou o líder ucraniano.