Putin quer "paz duradoura" sem alterar as suas condições para o fim da guerra
Ucrânia
1 de ago. de 2025, 16:11
— Lusa/AO Online
“Precisamos
de uma paz duradoura e estável, assente em boas bases, que satisfaça
tanto a Rússia como a Ucrânia”, afirmou Putin numa reunião com o
homólogo bielorrusso e um reconhecido aliado, Alexander Lukashenko.“As condições (para a paz propostas pela Rússia) permanecem inalteradas”, acrescentou.Moscovo
exige que a Ucrânia entregue quatro regiões ucranianas que o exército
russo controla parcialmente (Donetsk, Lugansk, Zaporijia, Kherson), bem
como a península ucraniana da Crimeia, anexada em 2014.Para
além destas anexações, o Kremlin (presidência russa) quer que Kiev
renuncie ao fornecimento de armas ocidentais e à adesão à NATO.Estas
condições são inaceitáveis para Kiev, que pretende a retirada das
tropas russas e garantias de segurança ocidentais, incluindo a
continuação do fornecimento de armas e o destacamento de um contingente
europeu, ao qual a Rússia se opõe.As
negociações para encontrar uma solução diplomática para o conflito
desencadeado pela ofensiva em grande escala da Rússia contra a Ucrânia
em fevereiro de 2022 continuam num impasse, mesmo depois da pressão
exercida nas últimas semanas pelos Estados Unidos.O
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou hoje o seu desejo de
se encontrar pessoalmente com Vladimir Putin para tentar fazer avançar
as conversações, uma proposta que foi, até agora, rejeitada pelo
Kremlin."A Ucrânia está pronta em qualquer altura para uma reunião a nível de líderes", afirmou Zelensky nas redes sociais.Putin
avançou também hoje que Moscovo tinha lançado a produção em massa do
‘Oreshnik’, um míssil hipersónico de última geração que pode transportar
uma ogiva nuclear.No ano passado, a
Rússia utilizou o ‘Oreshnik’, sem uma ogiva nuclear, para atacar uma
fábrica militar na cidade de Dnipro, no centro da Ucrânia.Juntamente
com o homólogo bielorrusso, Vladimir Putin reiterou que Moscovo poderá
em breve instalar estes mísseis na Bielorrússia, um aliado de Moscovo
que faz fronteira com vários países da NATO e da União Europeia."Os
nossos especialistas - especialistas militares bielorrussos e russos -
escolheram o local para as futuras posições. Os trabalhos de preparação
dessas posições estão agora em curso", afirmou Putin.