Putin promete Rússia com armas nucleares que superem futuros escudos ocidentais
Hoje 17:23
— Lusa/AO Online
“Sem
margem para dúvidas, continuaremos a modernizar e a desenvolver as
nossas forças nucleares estratégicas”, afirmou Putin, citado pelas
agências de notícias russas.Putin disse
que a Rússia vai criar “sistemas de mísseis com maior potência de
combate, capazes de superar todos os sistemas de defesa antimísseis
atuais e futuros”.O líder russo
inspecionou hoje o Instituto de Tecnologia Térmica de Moscovo (MITT),
que projeta há décadas os principais mísseis balísticos
intercontinentais russos, como o Topol, o Bulava ou o Yars.Durante
a visita, condecorou o chefe dos projetistas do MITT, Yuri Solomonov,
com a ordem de Herói da Rússia, tendo também atribuído outras
condecorações a funcionários da instituição, noticiou a agência
France-Presse (AFP).Putin disse que os
sistemas de mísseis balísticos com carga convencional estão a ser
utilizados com eficácia na operação militar especial, referindo-se à
guerra contra a Ucrânia, que mandou invadir em fevereiro de 2022.O
líder russo considerou ainda que os trabalhadores do instituto criaram
um conjunto de sistemas que contribuíram para o reforço da segurança
nacional.O MITT, fundado em 1946 e que
celebra o 80.º aniversário, projetou, entre outros, os mísseis de base
terrestre Topol e os mísseis de base marítima Bulava, que são lançados a
partir de submarinos nucleares da classe Borei.Na
terça-feira, após um ensaio bem-sucedido, Putin já tinha enaltecido as
características do míssil intercontinental Sarmat, que qualificou como
“o sistema de mísseis mais potente do mundo".Putin
disse que os mísseis Sarmat, que segundo Moscovo são quatro vezes mais
potentes do que os equivalentes ocidentais, entrarão ao serviço até ao
final do ano.Há uma semana, as forças de
segurança russas detiveram o diretor da empresa Krasmash, fabricante dos
mísseis balísticos Sarmat, sob a suspeita de recebimento de suborno.Meios
de comunicação social independentes noticiaram que a entrada em
funcionamento dos Sarmat deveria ter ocorrido mais cedo, mas a data foi
adiada após dois testes falhados.Putin
anunciou em 2023 o início iminente da produção “em massa” do Sarmat, um
projétil que disse ter um “alcance praticamente ilimitado” e que torna
inútil o escudo antimísseis dos Estados Unidos.A
Rússia já instalou armas nucleares táticas na Bielorrússia, mas
abdicou, até ao momento, de utilizar armamento nuclear em território
ucraniano.