Putin justifica invasão como um "ataque preventivo" perante ameaças
Ucrânia
9 de mai. de 2022, 11:10
— Lusa/AO Online
"Vemos como se mobilizaram as
infraestruturas militares, como centenas de especialistas estrangeiros
trabalharam na Ucrânia e como os estavam a abastecer com armamento da
Aliança Atlântica", disse Putin no discurso na Praça Vermelha e que
assinala os 77 anos da vitória sobre a capitulação da Alemanha nazi, em
1945. "O perigo estava a crescer todos os
dias. A Rússia realizou uma respostas preventiva, foi uma medida
necessária e a única possível nesta situação. Foi uma decisão de um país
soberano, forte e independente", justificou ainda o chefe de Estado
russo.Vladimir Putin prometeu fazer "todos
os possíveis para que o horror de uma guerra global se repita",
acrescentando que "apesar de todas as divergências nas relações
internacionais, a Rússia sempre defendeu um sistema de segurança global e
vital para toda a 'comunidade mundial'"."Em
dezembro do ano passado propusemos um acordo sobre garantias de
segurança. A Rússia apelou ao Ocidente para um diálogo sincero no
sentido de encontrar soluções e compromissos razoáveis para o bem comum.
Foi tudo em vão. Os países da NATO não quiseram ouvir, o que significa
que, de facto, tinham planos completamente diferentes, como vimos",
acusou. Putin adiantou que "estava a ser
preparada uma operação de castigo no Donbass" e uma operação contra os
territórios russos históricos, incluindo a Crimeia."Em
Kiev anunciaram a possível compra de armas nucleares e o bloqueio da
NATO deu início a uma progressão militar ativa dos territórios à nossa
volta", disse."Assim, estava a ser criada
sistematicamente uma ameaça intolerável para nós, diretamente nas nossas
fronteiras", referiu Putin considerando que "tudo apontava para um
confronto com os neonazis e os apoiantes (do líder colaboracionista nazi
Setpán Bandera)(...) seria inevitável", declarou referindo-se a factos e
figuras do tempo da Segunda Guerra Mundial. Vladimir
Putin disse ainda que 77 anos depois do final da Segunda Mundial "as
milícias do Donbass, aliada ao Exército russo lutam pela própria
terra". "Fazemos uma vénia perante a
memória dos mártires de Odessa, que foram queimados vivos na Casa dos
Sindicatos, em maio de 2014. Perante a memória dos mais velhos, das
mulheres e das crianças do Donbass, dos civis que morreram por causa dos
bombardeamentos sem piedade e dos bárbaros ataques neonazis",
acrescentou.