Putin espera que trégua permita estabilizar situação na Faixa de Gaza
Médio Oriente
17 de jan. de 2025, 15:39
— Lusa/AO Online
“Esperamos
que tudo isto ajude a melhorar a situação humanitária e a estabilizar a
zona (de Gaza) a longo prazo”, afirmou o Presidente russo, depois de
conversar com o seu homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian, que está de
visita a Moscovo.“É importante não
abrandar os nossos esforços para encontrar uma solução global para o
conflito israelo-palestiniano”, acrescentou, apelando à criação de um
Estado palestiniano.Os Estados Unidos e o
Qatar anunciaram na quarta-feira que, na qualidade de principais
mediadores entre Israel e o Hamas, as partes tinham chegado a um acordo
sobre um cessar-fogo na Faixa de Gaza.Tal
como acordado, o cessar-fogo deverá entrar em vigor às 12:15 locais de
domingo (10:15 em Lisboa) e, de acordo com informações da agência
noticiosa israelita Walla, a troca dos primeiros reféns terá início por
volta das 16:00 locais (14:00 em Lisboa), embora ainda não tenha sido
anunciada uma hora oficial.A menos de 48
horas do início da troca de reféns, os ataques israelitas continuam em
Gaza e, desde o anúncio da trégua pelo Qatar na quarta-feira, pelo menos
113 palestinianos foram mortos no enclave palestiniano, 87 dos quais no
bombardeamento do norte da cidade de Gaza, e mais de 260 ficaram
feridos, segundo os últimos dados da Defesa Civil de Gaza. Alcançado após meses de negociações indiretas, o acordo será dividido em três fases.A
primeira durará 42 dias e certificará o fim das hostilidades, a
retirada das tropas israelitas da fronteira e a troca de 33 reféns por
prisioneiros palestinianos.A segunda fase
envolverá a distribuição de ajuda humanitária “segura e eficaz” a grande
parte da Faixa de Gaza e a realização de reparações em instalações de
saúde, além do envio para o enclave de mantimentos e combustível.Os pormenores sobre a segunda e terceira etapas do acordo serão divulgados assim que a primeira fase for certificada.Israel
lançou a sua ofensiva contra Gaza após os ataques sem precedentes
levados a cabo pelo Hamas a 07 de outubro de 2023 no sul do território
israelita, que fizeram quase 1.200 mortos e cerca de 250 reféns.Desde
então, mais de 46.700 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza, de
acordo com as autoridades do enclave, controladas pelo Hamas.Também
foram mortas mais de 850 pessoas pelas forças de segurança israelitas e
em ataques de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.