Putin elogia Musk chamando-o génio e defende laços estreitos com EUA a nível espacial
Hoje 16:53
— Lusa/AO Online
“Elon Musk é um génio, um verdadeiro génio. Quantas naves espaciais tem ele em órbita? Mais de 5.000”, afirmou Vladimir Putin à margem da cimeira Rússia-África, que decorre entre hoje e quinta-feira em Moscovo.Em seguida, referindo-se à rede de satélites russa Rassvet, acrescentou: “E nós mal estamos a dar os primeiros passos”.Putin, citado pelas agências russas, afirmou que, apesar de serem concorrentes, a Rússia e os Estados Unidos não devem colocar obstáculos entre si.“Tanto nós como os nossos parceiros norte-americanos valorizamos isto e, apesar de todos os problemas políticos, estamos a trabalhar em estreita colaboração”, assegurou.Nas últimas semanas, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que os satélites Starlink de Musk tinham deixado de funcionar sem aviso prévio a partir de determinadas velocidades e que os Estados Unidos tinham deixado de alertar a Ucrânia antes de alguns ataques russos com mísseis balísticos.No sábado, a Ucrânia agradeceu aos EUA pelo facto de o serviço militar da Starlink, utilizado pelo exército do seu país, ter voltado a funcionar sem restrições, o que aconteceu na sequência de um pedido expresso feito a Musk pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.O telefonema de Trump ao multimilionário aconteceu após o Wall Street Journal ter noticiado que tinha sido Musk a ordenar a redução da velocidade do serviço, no meio de versões contraditórias entre a SpaceX e a Casa Branca sobre se o magnata agiu por conta própria ou a pedido da administração norte-americana. O próprio multimilionário explicou numa mensagem recente que as restrições impostas à utilização dos satélites Starlink visam evitar que estes se tornem alvo de ataques de retaliação russos, o que acabaria por gerar grandes quantidades de detritos e tornaria “o espaço inutilizável”.O limite de velocidade imposto aos equipamentos ucranianos ligados à rede — que perdiam a ligação ao ultrapassar cerca de 160 quilómetros por hora — prejudicava a eficácia dos drones de ataque e dos intercetores ucranianos face às ofensivas russas.