Putin e Modi presentes na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai
22 de ago. de 2025, 12:19
— Lusa/AO Online
A
cimeira, que vai decorrer entre 31 de agosto e 01 de setembro, em
Tianjin (nordeste), "vai ser a maior" desde a fundação da organização,
disse aos jornalistas estrangeiros, em Pequim, o ministro-adjunto dos
Negócios Estrangeiros chinês, Liu Bin. Liu
disse que "o espírito" da organização tem como base a confiança, o
benefício mútuo e o respeito pela diversidade, mantendo todos os valores
face a "conceitos ultrapassados", como o confronto em blocos ou a
mentalidade da Guerra Fria."No mundo de
hoje, as velhas mentalidades de hegemonia e políticas de poder ainda
prevalecem. Alguns países tentam colocar os próprios interesses acima
dos outros, o que ameaça seriamente a paz e a estabilidade mundiais",
disse."Quanto mais complexa e turbulenta
se torna a situação internacional, mais os países precisam de reforçar a
solidariedade e a cooperação para promover o desenvolvimento comum",
considerou.Os membros da Organização de
Cooperação de Xangai incluem, além da República Popular da China, a
Rússia, a Índia, o Paquistão, o Irão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o
Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão, representando
aproximadamente 40% da população mundial.Embora
os países-membros afirmem que a organização não é um bloco militar e
procura a proteção de ameaças como o terrorismo, alguns especialistas
disseram acreditar que o principal objetivo é servir de "contraponto à
Aliança Atlântica".No entanto, existem tensões internas dentro do grupo, que inclui países adversários como a Índia e o Paquistão.Em
junho, a reunião dos ministros da Defesa dos países-membros, realizada
na cidade chinesa de Qingdao, terminou sem uma declaração conjunta
devido a divergências sobre questões de segurança, particularmente sobre
terrorismo.Nova Deli, que recusou assinar
o texto final, denunciou que alguns países utilizam o terrorismo como
ferramenta política, numa referência velada ao Paquistão.Além
de Vladimir Putin e Narendra Modi, o vice-ministro dos Negócios
Estrangeiros chinês confirmou a presença dos Presidentes da
Bielorrússia, do Irão e do Paquistão, entre outros.Liu
disse que também foram convidados os líderes de vários países, como
Mongólia, Azerbaijão, Arménia, Camboja, Maldivas, Nepal, Turquia,
Iraque, Turquemenistão, Indonésia, Laos, Malásia e Vietname.Liu
Bin convocou ainda o secretário-geral da ONU, António Guterres,
dirigentes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), da
Comunidade de Estados Independentes e do Banco Asiático de Investimento
em Infraestruturas.O Presidente chinês, Xi
Jinping, vai liderar reuniões de chefes de Estado e o encontro com os
representantes dos países observadores, no qual vão ser abordadas
questões ligadas à "segurança regional, o multilateralismo e o
desenvolvimento sustentável".O encontro
vai decorrer antes da realização do desfile militar de 03 de setembro,
em Pequim, em comemoração do 80.º aniversário do final da Segunda Guerra
Mundial no Pacífico, ao qual assistirá Putin.