Puigdemont disposto a "cooperar plenamente" com justiça belga
4 de nov. de 2017, 18:25
— Lusa/AO online
“Estamos
dispostos a cooperar plenamente com a justiça belga na sequência do
mandado europeu de detenção emitido por Espanha”, lê-se numa mensagem,
escrita em holandês, publicada hoje ao início da tarde na sua conta
oficial no Twitter. Puigdemont não revela onde se encontra.O
antigo governante e alguns membros do executivo regional foram para a
Bélgica, depois da destituição da Generalitat, decidida pelo Governo de
Madrid após a declaração unilateral de independência.A meio da semana, alguns deles regressaram a Espanha, mas Puigdemont e outros membros da sua equipa não.O
Ministério Público belga confirmou ter recebido mandados de detenção de
Puigdemont e outros quatro antigos governantes, cabendo agora a um juiz
a decisão de os mandar prender ou não. O
porta-voz do Ministério Público, Eric Van Der Sjipt, disse à agência
espanhola, Efe, que ainda não foi nomeado – nem deverá sê-lo hoje - o
juiz de instrução que decidirá sobre o mandado.Uma
vez que seja designado um juiz de instrução e os “interessados sejam
encontrados e levados perante o juiz, este terá 24 horas para tomar uma
decisão” sobre as Ordens Europeias de Detenção e Entrega.Na
quinta-feira, o Ministério Público espanhol pediu à Audiência Nacional
para emitir um mandado europeu de detenção contra Carles Puigdemont.Os
ex-membros do governo regional da Catalunha estão a ser acusados dos
delitos de rebelião, sedição e desvio de fundos, arriscando-se a penas
que poderão ir até 30 anos de prisão.Oito
ex-conselheiros, incluindo o antigo vice-presidente da Generalitat,
Oriol Junqueras, ficaram em prisão preventiva, após terem comparecido
perante a Audiência Nacional. O
parlamento regional da Catalunha aprovou no dia 27 de outubro a
independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que
abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos
lugares que ocupava.No
mesmo dia, o executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita),
apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou
a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de
dezembro próximo e a destituição de todo o governo catalão, entre outras
medidas.