Publicados planos de gestão dos parques naturais de seis ilhas dos Açores
Hoje 16:14
— Lusa/AO Online
Nos
seis decretos regulamentares regionais, o Governo dos Açores realça que estes planos têm o “objetivo de dar resposta
aos desafios que se colocam à gestão das respetivas áreas protegidas”
através do “estabelecimento de regimes de salvaguarda de recursos e
valores naturais”.Os documentos definem as
áreas de proteção integral, parcial e prioritária, e fixam como
“objetivos de gestão” a preservação das “espécies, habitats e
ecossistemas num estado favorável de conservação”, a proteção das
“características estruturais da paisagem” e a “salvaguarda da
diversidade biológica e geológica”.Os
planos de gestão das áreas terrestres dos parques naturais pretendem
também “regular os usos e atividades de forma a prevenir tipos de
exploração ou ocupação que possam constituir ameaça à sustentabilidade”,
assegurar a monitorização dos “espaços de acesso público e definir
limites e condicionantes”, e “contribuir para um desenvolvimento
socioeconómico sustentável, apoiando modos de vida e atividades
económicas em harmonia com a natureza".Nos
planos, o Governo Regional destaca que a “introdução de espécies
exóticas invasoras é uma das principais causas de perda de
biodiversidade à escala global”, com impactos negativos ao nível
ambiental, económico e social.“Os
ecossistemas insulares são particularmente vulneráveis a invasões
biológicas, tendo a introdução de espécies exóticas invasoras sido
responsável pela extinção de um grande número de espécies naturais,
sendo que, no arquipélago dos Açores, a pressão das espécies invasoras é
hoje a causa dominante da perda de biodiversidade, o que obriga a um
combate cada vez mais efetivo”, defende o executivo.A
Rede de Áreas Protegidas dos Açores integra 124 áreas protegidas ao
longo dos nove parques naturais de ilha, o que representa 56.066
hectares de área terrestre, cerca de um quarto do território do
arquipélago, de acordo com o Governo Regional.