Publicado diploma que cria Fundo para apoiar novas rotas aéreas para os Açores
Hoje 16:42
— Lusa/AO Online
O
novo mecanismo de incentivo à conectividade aérea permite à região
“responder de forma imediata e estruturada aos desafios de conectividade
e crescimento do turismo, promovendo a entrada de novas companhias
aéreas e a expansão da rede de rotas diretas”, refere o diploma
consultado pela agência Lusa.O objetivo é
atrair novas companhias aéreas durante todo o ano, abrir novos mercados
emissores europeus sem ligações atuais aos Açores e reforçar a
competitividade turística da região, num contexto de redução do número
de passageiros e de dormidas e alterações recentes no mercado da
aviação, "incluindo a saída de operadores estratégicos", que "criaram
lacunas significativas" com "impacto negativo no turismo e na mobilidade
da população", lê-se ainda.A "atração de
novas companhias aéreas e a criação de novas rotas diretas “são
essenciais para garantir a diversificação de mercados emissores e a
resiliência do setor", é justificado.O Fundo está estruturado em conformidade com as normas europeias de auxílios de Estado.Poderá
ser financiado através do Orçamento da Região, do Turismo de Portugal,
de fundos comunitários, de contribuições voluntárias dos municípios
açorianos, incluindo receitas provenientes de taxas turísticas
municipais, e de outras fontes públicas ou privadas compatíveis com a
legislação aplicável, mediante celebração de protocolos.Poderão
candidatar-se ao novo mecanismo companhias aéreas que proponham novas
rotas regulares ou o reforço de mercados estratégicos previstos no Plano
Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, desde que apresentem
um incremento líquido da capacidade aérea, disponham das licenças
exigidas e se comprometam a operar a rota com um mínimo de um voo
semanal durante o período do incentivo e desenvolvam operações de
marketing.O regime prevê ainda a
participação de operadores de mercados estratégicos externos ao Espaço
Comum Europeu da Aviação, como os Estados Unidos da América e o Canadá,
desde que cumpram as regras europeias aplicáveis.São prioritárias as candidaturas de novas companhias aéreas que não operem atualmente nos Açores.No
entanto, devem apresentar um plano de negócios estruturado e
sustentável e não devem ter sido alvo de decisão de recuperação de
auxílios ilegais nos últimos cinco anos.Os
apoios terão em conta fatores como o número de passageiros
transportados ou número de lugares oferecidos, a frequência e capacidade
das ligações, a distância da rota e mercado emissor, o caráter anual
das operações, o investimento em marketing e a entrada de novas
companhias no mercado açoriano. No cálculo
dos apoios a atribuir, podem ser consideradas majorações referentes à
capacidade instalada pelo operador ou ao número de passageiros
transportados, explica o diploma.Os
incentivos são decrescentes ao longo do período de concessão e são
concedidos às companhias aéreas pelo prazo máximo de cinco anos, a
contar da data de início das operações da nova rota.A
gestão estratégica do fundo caberá ao Governo Regional, enquanto a execução ficará a cargo da entidade
regional responsável pela promoção turística dos Açores. O
diploma prevê ainda a fiscalização anual pela Secção Regional do
Tribunal de Contas dos Açores e a publicação de relatórios anuais com
informação detalhada.O Governo Regional
dispõe agora de um prazo máximo de 60 dias para aprovar a regulamentação
necessária à operacionalização do FDRAA.O
diploma, assinado pela Representante da República para a Região
Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa, entra em vigor no dia
seguinte ao da sua publicação.O Fundo
proposto pelo PS/Açores, foi aprovado, por maioria, pelo parlamento
açoriano, em 20 de maio, tendo recebido propostas de alteração do Chega.