PSP sinalizou 2.880 vítimas de violência doméstica para teleassistência no 1º semestre
2 de ago. de 2022, 11:14
— Lusa/AO Online
Segundo
os dados revelados em comunicado, nos primeiros seis meses do ano a
PSP fez 32.425 contactos periódicos com vítimas de violência doméstica,
7.462 propostas de medidas de coação ao agressor e registou mais de
8.730 reforços de patrulhamento junto do local da ocorrência ou
residência da vítima/local de trabalho.Na
nota, a PSP diz ainda que entre janeiro e junho registou 1.733
acompanhamentos de vítimas, quando solicitado, a locais específicos,
tendo acompanhado 1.170 vítimas para retirar bens de casa.Foram
ainda sinalizadas 846 vítimas de violência doméstica para estruturas de
apoio e registadas 779 diligências para apreensão de armas.Na
mesma nota, a PSP sublinha que continua empenhada na deteção, tão
precoce quanto possível, de práticas de violência doméstica, no reporte
às autoridades e na intervenção em defesa das vítimas.Os
dados da PSP indicam que no ano passado foram registadas 10.240
sinalizações de crianças à CPCJ e 5.465 vítimas de violência doméstica
foram sinalizadas para o programa de teleassistência. Foram
igualmente promovidos 62.037 contactos periódicos com vítimas, 16.049
reforços do patrulhamento junto do local da ocorrência/residência da
vítima/local de trabalho e 13.052 propostas de medidas de coação ao
agressor.Na nota divulgada, a PSP
sublinha que continuará a privilegiar a prevenção e proteção das vítimas
deste crime, apesar do decréscimo de participações recebidas entre 2019
e 2021 (menos 13,7%), para "sinalizar proativamente" as situações neste
contexto e “permitir o adequado acompanhamento pós vitimização e
restabelecimento do sentimento individual de segurança”.A
polícia acrescenta que já está a utilizar a nova versão do auto de
notícia/denúncia padrão de violência doméstica, que introduz um campo
para registar declarações prestadas pela vítima/denunciante que, se
forem confirmadas através de assinatura, servem de auto de inquirição em
inquérito, o que permitirá evitar convocar novamente a vítima para
confirmar as declarações em sede de inquérito.Foi
ainda removido o campo relativo ao desejo de procedimento criminal da
vítima/denunciante, por força da natureza pública do crime.A PSP lembra que o reporte de situações diretamente nas esquadras ou pelo email violenciadomestica@psp.pt
permite de forma simples alertar, solicitar apoio e informar as
autoridades, “possibilitando a imediata recolha de informação e
(eventual) intervenção tão precoce quanto possível”.Refere
ainda que tem aproximado os polícias dos cidadãos, estendendo a nível
nacional a disponibilidade de espaços dedicados às vítimas deste crime –
o primeiro espaço, no Porto, foi inaugurado há 10 anos e atualmente há
mais de uma dezena - e mantendo as esquadras inseridas nos principais
estabelecimentos hospitalares, algumas com cerca de meio século.