PSP proibe gozo de férias, folgas e créditos horários aos polícias em dia de protestos
17 de jan. de 2020, 17:41
— Lusa/AO Online
Numa ordem de serviço, a que
agência Lusa teve acesso e datada de 16 de janeiro, a PSP justifica “a
impossibilidade do gozo de férias, folgas e créditos horários” com a
comparência de “um número significativo de manifestantes” nas várias
ações de protestos das forças de segurança e com a “necessidade de
assegurar um policiamento ajustado”.A
Polícia de Segurança Pública considera também que “o dispositivo de
segurança a implementar no policiamento aos protestos não deverão
condicionar o cumprimento das demais missões”, nomeadamente ao nível da
“garantia da segurança, ordem e tranquilidade públicas e resposta a
solicitações”.Na ordem de serviço, a PSP
determina “a impossibilidade” de gozo de créditos horários e de faltas
por conta do período de férias por parte do todo o efetivo, bem como o
gozo de férias aos elementos das Equipas de Intervenção Rápidas e
Equipas de Prevenção e Reação Imediata.Fonte
policial disse à Lusa que esta ordem serviço foi distribuída pelos
efetivos dos comandos de Lisboa, Porto, Braga, Faro e Setúbal.Sete
sindicatos da PSP e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR)
vão realizar, na próxima terça-feira, concentrações em frente ao estádio
de Braga, onde vai decorrer a ‘Final Four’ da Taça da Liga em futebol,
em frente do Ministério das Finanças, em Lisboa, e em Faro.Nesse
mesmo dia, o Movimento Zero, um movimento social inorgânico criado em
maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR e bastante visível na
manifestação de novembro, vai realizar concentrações em todos os
aeroportos portugueses, que se vão estender por vários dias.Entre
as reivindicações da classe policial e militar da GNR estão o pagamento
do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos
remuneratórios, o aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de
proteção pessoal.