PSP nega aumento de criminalidade violenta em Ramalde (Porto) e na Baixa de Lisboa
22 de jul. de 2024, 10:49
— Lusa/AO Online
Numa
nota, a PSP realçou que, segundo a análise dos dados estatísticos que
tem, na freguesia de Ramalde existiu, “de facto, um aumento da
criminalidade geral”, mas “a criminalidade violenta e grave diminuiu, o
que importa sublinhar publicamente”. Por
outro lado, na freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, “tanto a
criminalidade geral como a criminalidade violenta e grave diminuíram,
comparando com o período homólogo do ano transato”, acrescentou.A
PSP, a autoridade competente para policiamento em Lisboa e no Porto,
assegurou que analisa, “diariamente, os indicadores estatísticos na sua
área de responsabilidade” para “orientar os seus recursos de acordo com
as áreas mais afetadas por determinados tipos de fenómenos criminais”.Na
nota, a PSP assegurou ainda que “tem consecutivamente, sempre que
possível e com o balanceamento de meios, incrementado o policiamento nas
cidades de Lisboa e do Porto, e em concreto nestas duas freguesias”.“É
também importante esclarecer que o sentimento de segurança não se obtém
exclusivamente com mais polícias na rua, sabendo-se que a presença
sistemática de policiamento ostensivo pode ser avaliado, em termos de
sentimento de segurança, de forma contrária - se há polícia é porque há
insegurança”,considerou. A PSP defendeu
ainda que “é também importante detetar, analisar e intervir junto de
diferentes problemas socioculturais e económicos existentes nestes e
noutros territórios, procurando responder de forma integrada e
permanente nas diferentes fragilidades locais”, realçando que contam
”com o apoio de todas as entidades com responsabilidade” nestas
matérias. Na sexta-feira, o presidente da
Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas (PSD), manifestou-se
preocupado com a insegurança na freguesia de Santa Maria Maior e
defendeu um reforço do policiamento, em entrevista à rádio Renascença.Carlos
Moedas reagia às queixas relatadas por dezenas de moradores da
freguesia de Santa Maria Maior, durante uma sessão promovida pela junta,
na quinta-feira no Martim Moniz. Assaltos
a viaturas e a lojas, consumo de droga em plena luz do dia e agressões
físicas foram algumas das situações relatadas pelos moradores de Santa
Maria Maior.Na entrevista à Renascença,
Carlos Moedas admitiu que a criminalidade tem vindo a aumentar e
mostrou-se disponível para encontrar soluções que ajudem a mitigar o
problema, instando também o Governo.O autarca adiantou ainda que vai disponibilizar um edifício para acolher uma esquadra da PSP, na Praça da Alegria.No
Porto, o presidente da Câmara, Rui Moreira, revelou que a adjudicação
do contrato para a instalação de mais 117 câmaras de videovigilância na
zona ocidental e oriental da cidade está suspensa por faltar um parecer
da Comissão Nacional da Proteção de Dados (CNPD).As
novas 117 câmaras de videovigilância vão ser instaladas na zona
ocidental e oriental da cidade, nomeadamente, em arruamentos na zona da
Asprela, Campanhã, Estádio do Dragão, Pasteleira e Diogo Botelho. Segundo
o autarca, está a ser equacionado o alargamento do primeiro sistema
instalado no centro histórico, e composto por 79 câmaras, para a Rua do
Loureiro e a Rua Chã, junto à estação de S. Bento, porque lojistas da
comunidade do Bangladesh têm referido “que tem havido ali um conjunto de
assaltos”.Simultaneamente, Rui Moreira
disse estar disponível para avançar com uma terceira fase do sistema de
videovigilância, a instalar na zona de Ramalde, a segunda maior
freguesia do Porto, mas para isso "é necessário o diagnóstico da PSP da
perigosidade da criminalidade associada ao território". Este
sistema de videovigilância entrou em funcionamento em 22 de junho de
2023 e já permitiu preservar imagens relativas a 910 processos-crime, a
maioria das quais (592) ocorridas este ano.