PSP destaca dispositivo habitual para protestos junto ao parlamento

26 de nov. de 2013, 08:52 — Lusa/AO Online

  Escusando-se a referir o número de agentes que serão encaminhados para reforçar a segurança no parlamento, o subcomissário João Moura garantiu à agência Lusa que serão “os necessários e adequados” e adiantou que, além de uma divisão do comando de Lisboa, o reforço será feito pelo corpo de intervenção da polícia. “Mantém-se o que se tem feito nas outras manifestações”, afirmou. A aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2014 vai ser hoje acompanhada por protestos junto à Assembleia da República para contestar o agravamento da austeridade. A CGTP convocou um "Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta", cujo ponto alto será a manifestação junto ao parlamento, onde, ao final da manhã, será votado o OE. A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PPME) também convocou os seus associados para o mesmo local para protestar contra o orçamento. Também os taxistas vão manifestar-se contra o OE 2014, desfilando entre o Campo das Cebolas e a Assembleia da República, onde permanecerão até ao final da votação. A UGT vai ter uma delegação, liderada pelo secretário-geral, Carlos Silva, nas galerias da Assembleia da República durante a votação final global em plenário da proposta de çei que aprova o OE 2014. No Largo da Estrela, próximo do parlamento, concentram-se os trabalhadores dos distritos de Leiria, Santarém e do Alentejo, enquanto no Largo do Rato (também perto) se concentram os reformados e pensionistas. Na mesma zona, no Largo de Santos, os trabalhadores do distrito de Setúbal, e no Largo do Camões os do distrito de Lisboa. No Largo Trindade Coelho vão ser feitas concentrações de jovens. Para a tarde está foi marcada outra manifestação para S. Bento, divulgada através das redes sociais, para pedir a demissão imediata do Governo. Na quinta-feira passada, os profissionais das forças de segurança que estavam concentrados junto à entrada da Assembleia da República, romperam a barreira policial e invadiram as escadarias. Os manifestantes gritam "invasão" e cantaram o hino Nacional, pedindo ainda a demissão do Governo.