Psicanalista Carlos Amaral Dias morreu hoje em Lisboa
Óbito
3 de dez. de 2019, 14:47
— Lusa/AO Online
Carlos Augusto Amaral Dias, de 74 anos de
idade, abandonou há cerca de um mês, a seu pedido, a direção do
Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), à frente do qual esteve mais de
duas décadas, sendo designadamente o principal responsável pela
afirmação e crescimento do estabelecimento, no qual foi o impulsionador
da criação da maior parte das suas licenciaturas.Amaral
Dias foi catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
de Coimbra (FPCEUC) – onde se doutorou, depois de se ter licenciado em
psiquiatria também na Universidade de Coimbra – e foi docente do
Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa, cidade onde
manteve durante vários anos consultório médico.Foi
presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da Sociedade
Portuguesa de Psicodrama Psicanalítico de Grupo, vice-presidente da
Academia Internacional de Psicologia e coordenador do Nusiaf (Núcleo de
Seguimento Infantil e Ação Familiar) da FPCEUC e dirigiu a Revista
Portuguesa de Psicanálise.Pai da psicóloga
e ex-deputada Joana Amaral Dias e do gestor Henrique Amaral Dias, o
psicanalista dirigiu e participou em diversos programas radiofónicos,
como "O Inferno Somos Nós" e "Freud e Maquiavel", na TSF, ou “Alma
Nostra”, na Antena 1. Foi autor de
diversas obras, entre as quais “Modelos de Interpretação em
Psicanálise”, “Freud para Além de Freud”, “Bion Hoje”, “O Obscuro Fio
do Desejo” em “Para uma Psicanálise da Relação”.