PSD vai abster-se na votação da moção de rejeição do programa apresentada pelo Chega
Governo
7 de abr. de 2022, 14:55
— Lusa/AO Online
“A moção de
rejeição do Chega não tem efeito prático nenhum, é apenas um número
mediático para a comunicação social. Esses números são com o Chega, nós
não participamos, abstemo-nos”, afirmou Rui Rio.O
líder social-democrata falava aos jornalistas momentos antes de entrar
para o plenário, na Assembleia da República, em Lisboa, no qual se vai
discutir esta quinta e sexta-feira o Programa do XXIII Governo
Constitucional, o terceiro liderado por António Costa. “[o
PSD] vai-se abster porque não tem interesse nenhum. O objetivo da moção
de rejeição é dar aqui uma notícia, um certo espetáculo, um certo circo
mediático, isso é com o Chega, não é connosco”, vincou. Questionado
porque é que o PSD não vota contra a moção, Rio disse apenas: “pelas
razões que acabei de dizer agora, é a abstenção”.No
início da semana, o líder do Chega anunciou que iria apresentar uma
moção de rejeição do programa do Governo por considerar que o documento
do executivo é “propaganda eleitoral” e o “mais vago dos últimos 25
anos”. Reconhecendo que, dada a maioria
absoluta do PS, a sua moção de rejeição terá sobretudo um “caráter
simbólico”, André Ventura salientou, no entanto, que visa mostrar aos
portugueses que o partido não "pactuará" com o executivo, tendo também
“um objetivo político claro”: “clarificar as posições que a Iniciativa
Liberal e o PSD vão ter ao longo da próxima legislatura”. O
líder do Chega frisou à data que a moção de rejeição serve para
“reposicionar a direita e a oposição” e para se ter a “noção perfeita e
clara de quem se situa na oposição do PS e quem está disposto a apoiar
este Governo do PS”.