PSD requer debate de urgência sobre Conta da Região
7 de dez. de 2017, 16:10
— Lusa/AO online
De
acordo com o requerimento dos sociais-democratas dos Açores, ao qual a
agência Lusa teve acesso, o pedido de debate - a acontecer na sessão
plenária da próxima semana - deve-se ao "parecer do TdC sobre a Conta da
Região Autónoma dos Açores" em 2016.O
TdC manifestou esta semana "reservas sobre a legalidade e a correção
financeira" de valores apresentados na Conta de 2016 dos Açores e
alertou para as características da dívida, que "podem agravar o risco do
seu refinanciamento"."Sobre
a fiabilidade da Conta, o Tribunal emite reservas sobre a legalidade e a
correção financeira de alguns valores apresentados, bem como limitações
informativas na Conta, algumas das quais resultam do não acolhimento de
recomendações formuladas anteriormente", refere o parecer da entidade.O
parecer da região e o da Assembleia Legislativa relativos ao ano
passado foram aprovados esta semana durante uma sessão do coletivo
especial, que integra o presidente do TdC e os juízes conselheiros das
secções regionais dos Açores e da Madeira deste Tribunal, tendo sido
entregues à presidente do parlamento açoriano, Ana Luís, em Ponta
Delgada, ilha de São Miguel.Segundo
o TdC, "o défice orçamental em percentagem do Produto Interno Bruto
(PIB) de 2016 foi de 1% em contabilidade pública e de 1,5% em
contabilidade nacional, refletindo, no primeiro caso, uma melhoria de
0,6% e, no segundo, um agravamento de 0,8%".Quanto
à dívida total do setor público administrativo regional, esta
"prosseguiu uma trajetória de crescimento já evidenciada em anos
anteriores, registando um aumento de 6,4%" e totalizando, no final do
ano passado, 1.728,3 milhões de euros, ou seja 44% do PIB da região.Segundo
o TdC, "as necessidades globais de financiamento do setor público
regional, para o período 2017-2021, são estimadas em 1.731,2 milhões de
euros, dos quais 541,4 milhões de euros em 2017"."As
condições de financiamento melhoraram, com a redução das taxas de juro
implícitas da dívida financeira, observando-se um maior equilíbrio na
distribuição das amortizações, mas ainda assim com uma elevada
concentração temporal", adianta o parecer.