PSD quer plano de atuação para a economia das Flores e Corvo
30 de out. de 2019, 14:34
— Lusa/AO Online
Citado
em nota de imprensa do partido, o deputado Bruno Belo refere que uma
das propostas que consta do projeto de resolução do PSD/Açores é a
isenção total, de forma transitória, do pagamento de contribuições para a
Segurança Social por parte das empresas e trabalhadores independentes
sedeados naquelas ilhas.De acordo com o
parlamentar, a medida visa “libertar recursos financeiros das empresas
das Flores e Corvo para que estas possam garantir a manutenção dos
postos de trabalho, face à atual diminuição da faturação que estão a
enfrentar”.Segundo Bruno Belo, a dispensa
temporária do pagamento de contribuições para a Segurança Social “é uma
medida prevista no Código Contributivo em caso de calamidade e deve ser
executada pelo Governo da República”.A
proposta de plano de atuação contempla também a suspensão de todas as
taxas portuárias no Grupo Ocidental, bem como as despesas de
movimentação de cargas nos portos da região relativas às mercadorias
destinadas àquelas ilhas.Para o deputado
social-democrata, a atividade económica no grupo ocidental “apresenta, à
partida, sobrecustos ao nível do abastecimento, produção, venda,
distribuição e recursos humanos” e, com a destruição do porto comercial
das Lajes das Flores, as empresas das ilhas das Flores e do Corvo
“vêm-se confrontadas com mais um constrangimento de significativa
importância”, sendo da “mais elementar justiça que sejam suspensas todas
as taxas portuárias”.A proposta de
resolução do PSD/Açores avança que o Fundo Regional de Coesão
“disponibilize um seguro que cubra os riscos de transporte de bens, em
especial os perecíveis, entre o Porto da Praia da Vitória e o Porto das
Lajes das Flores”.No transporte aéreo,
propõe-se que “seja utilizada a capacidade máxima de carga disponível
nos voos da SATA Air Açores, com destino às ilhas das Flores e Corvo,
para o transporte de produtos alimentares congelados, produtos
alimentares frescos e produtos alimentares com prazos de validade
curtos”, sendo que o diferencial entre o frete marítimo e o preço do
transporte por via aérea “deve ser assegurado pelo Fundo Regional de
Coesão”.