PSD quer entendimento com outros partidos para fazer reforma da Segurança Social

13 de abr. de 2019, 10:27 — Lusa/Ao online

“Aquilo que devemos fazer, não em 2019 porque há diversas eleições e não é possível, mas a partir de janeiro de 2020, acho que os partidos se têm de entender quanto a uma reforma da Segurança Social que garanta a sua sustentabilidade futura”, disse Rui Rui, após uma visita à metalomecânica Arsop, em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, que os jornalistas não puderam acompanhar por restrições da empresa.O líder do PSD reagiu, assim, ao estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos que aponta para a necessidade de aumentar a idade da reforma para evitar o colapso do sistema de segurança social.Questionado sobre o aumento da idade da reforma para os 70 anos, como sugere o estudo, Rui Rio limitou-se a dizer que “há grandes problemas” com a Segurança Social no longo prazo, lembrando que “cada vez temos uma população mais idosa e em idade de reforma e temos uma população ativa mais pequena, que é quem trabalha e desconta para pagar a reforma dos mais velhos”.“É um problema sério que o país tem quanto ao seu futuro e eu não posso estar descansado porque a mim não me toca, pelo menos no imediato, mas vai tocar no futuro a outros portugueses”, observou, considerando ser “um imperativo” de todos os partidos “porem o mais possível as divergências de lado e tentarem encontrar um modelo que garanta essa sustentabilidade futura”.Quanto aos resultados das sondagens divulgados hoje que apontam para uma descida do PS e uma subida do PSD nas intenções de voto para as legislativas, Rui Rio disse que, para ele, as sondagens “não contam nada”.“Como eu perco sempre as sondagens e ganho as eleições, até posso ficar preocupado”, ironizou.Antes da visita à Arsopi, o líder do PSD passou por Ovar, onde visitou a fábrica Exporplás, que produz corda e fio em plástico com aplicações em diversas áreas, desde a agricultura, à construção e à pesca.Esta empresa que exporta quase a totalidade da produção emprega mais de 300 pessoas.