PSD promete campanha de proximidade mas adaptada a tempos de pandemia
Açores/Eleições
26 de ago. de 2020, 12:16
— Lusa/AO Online
Em conferência de imprensa realizada em Ponta
Delgada, o secretário-geral do partido, Luís Pereira, prometeu uma
"campanha de proximidade, mas com distanciamento social e as regras
normais do tempo" atual, de pandemia da covid-19.O
PSD/Açores, que candidata José Manuel Bolieiro a presidente do
executivo regional, irá visitar as freguesias e promover contactos com a
sociedade civil, "mas cumprindo com todas as regras" sanitárias,
sublinha o secretário-geral.Fora da agenda estarão eventos culturais ou que previsivelmente concentrem um grande número de pessoas. O
orçamento previsto para a campanha é de cerca de 350 mil euros, "menos
20% face a 2016" e "certamente" um dos mais baixos "das últimas
décadas".Os tradicionais brindes passam este ano somente por pequenos frascos de desinfetante de mãos e canetas."Os
nossos 'outdoors' são as nossas ideias, são o nosso programa de
Governo, que será apresentado publicamente em breve. (...) O PSD é uma
alternativa credível e preparada para lidar a região nos próximos quatro
anos", prosseguiu Luís Pereira.
As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.Nas
eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por
cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos
que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos
de ilha.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.No
mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019,
estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.