PSD indica ex-bastonário Miguel Guimarães para pacto para a saúde promovido por PR
Hoje 14:42
— Lusa/AO Online
Miguel Guimarães é médico, vice-presidente da bancada do PSD, e foi bastonário da Ordem dos Médicos.A
24 de abril, o Presidente da República anunciou que escolheu o médico e
antigo ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar a construção
de um Pacto Estratégico para a Saúde, que propôs na campanha eleitoral
para um setor que considera prioritário.A
IL indicou em comunicado que o partido estará representado na construção
deste pacto pela deputada Joana Cordeiro, atualmente vice-presidente da
Comissão de Saúde.O PS indicou a deputada
e antiga ministra Mariana Vieira da Silva, avançou na semana passada o
semanário Expresso e confirmou a Lusa.Na
segunda-feira, o líder do Chega, André Ventura, também já tinha
anunciado que o partido indicou a deputada Marta Silva - coordenadora do
Chega na comissão de Saúde - para integrar o diálogo sobre este pacto.Já o Livre escolheu o deputado Paulo Muacho e o BE o médico Bruno Maia, que já foi candidato a bastonário da Ordem em 2022.Na
nota divulgada em abril, António José Seguro reiterou que, tal “como
definido em campanha eleitoral”, a saúde “é uma área prioritária do
atual mandato presidencial, uma vez que constitui fundamento
estruturante do contrato social português, consagrado na Constituição da
República Portuguesa como direito universal e tendencialmente
gratuito".António José Seguro enquadra o
direito à proteção da saúde como "uma responsabilidade indeclinável do
Estado" que "não se limita à prestação de cuidados; significa assegurar
que nenhum cidadão é deixado para trás" e defende que se vá além do
recurso a "respostas avulsas ou de curto prazo".Nesta
nota, refere-se que Adalberto Campos Fernandes é "médico, especialista
em saúde pública e professor da Escola Nacional de Saúde Pública da
Universidade Nova de Lisboa" e "foi também ministro da Saúde" – no
primeiro Governo do PS chefiado por António Costa.É
licenciado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de
Lisboa, com mestrado em saúde pública, na área de administração dos
serviços de saúde, pela Universidade Nova de Lisboa, doutoramento em
administração da saúde pela Universidade de Lisboa.Em
declarações aos jornalistas no dia em que foi designado para o cargo,
Adalberto Campos Fernandes defendeu que esta área “precisa muito mais de
consensos do que de ruturas”.Questionado
se a construção deste pacto passará por reuniões com os partidos, Campos
Fernandes disse não querer entrar, para já, em muitos detalhes.“Mas
seguramente que sim, não se faz política, nem se mudam as coisas no
país, nada no país sem a democracia (…) O país precisa - ao contrário do
que se pensa - muito mais de consenso do que de ruturas e nós estamos
muito fixados nessa ideia”, disse.À
pergunta se esses consensos devem ser construídos apenas entre PS e PSD
ou se deverão incluir também o Chega, respondeu: “O país é um país
inteiro, todos representam alguém, não há partidos de primeira, não há
partidos de segunda”.