PSD fala em fim da “confusão” e CDS diz que decisão prova que Governo faz reformas estruturais
TAP
Hoje 15:57
— Lusa/AO Online
Os partidos que suportam o Governo reagiram no Parlamento à decisão do Governo de selecionar a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.O deputado do PSD Alexandre Poço afirmou que, com o atual executivo, “acabou o tempo em que a TAP era um brinquedo nas mãos de governos e de ministros” e considerou que a decisão anunciada pelo Governo “permite começar a recuperar o investimentos que os contribuintes portugueses fizeram” na companhia aérea.“Por isso, este dia de hoje é um dia positivo para o país, para a economia e para a TAP”, considerou.Para o social-democrata, o interesse que a TAP despertou na Lufthansa e na Air France-KLM são indicadores do “bom momento que a economia portuguesa vive e o momento positivo que o país atravessa”.Insistindo que o “tempo da confusão na TAP acabou”, Alexandre Poço salientou que o negócio contempla a “preservação de rotas muito importantes para o povo português” e o “respeito pelos trabalhadores”, permitindo à companhia “crescer num grande grupo de aviação”.“Um grande orgulho no caminho percorrido até aqui e uma alegria que, a partir de hoje, a TAP possa ter uma nova fase auspiciosa de um grande futuro à sua frente. Para a empresa, para os trabalhadores, para os seus fornecedores, para os seus clientes e para toda a economia portuguesa”, sublinhou.Por sua vez, o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, dirigiu as suas críticas, sem nomear ninguém, “àqueles que acusam o Governo de governar apenas para o dia a dia e não fazer reformas estruturais”.“Esta decisão é uma decisão estruturante que prova que o Governo governa a pensar no futuro do país”, disse.O centrista considerou também que hoje é um bom dia para o país e para o Governo, que, acrescentou, “cumpre o seu programa e organizou um processo absolutamente transparente e competitivo para concretizar a primeira fase da reprivatização da TAP”.“É desde logo também um bom dia para a TAP, que mantém a sua sede e a sua marca em Portugal e que fica, desde hoje, associada ao maior grupo de aviação europeu, o que abre portas para a capitalização e para o desenvolvimento da atividade futura”, sublinhou.O líder da bancada centrista afirmou também que esta operação é “boa para os contribuintes portugueses” depois de os executivos socialistas, disse, “terem enterrado de forma absolutamente irresponsável 3,2 mil milhões de euros na companhia”.