PSD e PS em Ponta Delgada desbloqueiam financiamento de 2 ME para Capital da Cultura
Hoje 17:03
— Lusa/AO Online
O
presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral , em declarações à agência Lusa, referiu que a decisão resultou de
um "diálogo profícuo mantido com o PS, pondo-se os interesses de Ponta
Delgada acima de quaisquer divergências político partidárias”.“Permitiu-nos
desbloquear aquilo que o Movimento por Ponta Delgada e o Chega tinham
bloqueado na última reunião da Câmara Municipal”, adiantou Pedro
Nascimento Cabral, para saudar a “responsabilidade institucional do PS e
PSD”, uma vez que se “devolveu estabilidade financeira ao projeto da
Capital Portuguesa da Cultura”.Pedro
Nascimento Cabral considerou “lamentável o bloqueio", porque "os
partidos políticos e os movimentos deveriam ter sentido de
responsabilidade institucional não só perante Ponta Delgada e o seu
concelho, mas também perante os produtores culturais e todos os que
estão envolvidos neste grande projeto”.“Fora
das agendas políticas e dos protagonismos exacerbados, que são questões
secundárias, há um grande projeto que exige que todos nós trabalhemos
para que seja um sucesso”- afirmou.Segundo
o município de Ponta Delgada, a aprovação “permite a sua subsequente
apreciação pela Assembleia Municipal de Ponta Delgada, representando um
passo determinante para garantir o financiamento externo para a PDL26 –
Capital Portuguesa da Cultura”.São assim
salvaguardados mais dois milhões de euros de financiamento associado à
Capital Portuguesa da Cultura: 650 mil euros do Turismo de Portugal, um
milhão de euros através das candidaturas ao programa Açores 2030, cerca
de 303 mil euros de mecenato empresarial e, ainda, receitas próprias
estimadas provenientes da comercialização de ‘merchandising’ do projeto.Os
vereadores do Chega e do Movimento Ponta Delgada para Todos (PDLPT),
face à abstenção do PS, haviam chumbado, na anterior reunião de Câmara,
uma proposta do executivo que “permitia o acesso a mais dois milhões de
euros” para a Capital Portuguesa da Cultura.O
Chega justificou, na altura, o voto contra do vereador na Câmara de
Ponta Delgada à proposta de aditamento ao financiamento do projeto Ponta
Delgada - Capital Portuguesa da Cultura com a ausência de “respostas
claras” do presidente do município, tendo mantido na reunião de hoje o
seu sentido de voto.O movimento PDLPT
indicou que “votou contra a minuta do segundo aditamento ao
contrato-programa setorial plurianual 2024-2026, por persistirem dúvidas
relevantes que não foram devidamente esclarecidas em reunião de
Câmara", tendo optado hoje pela abstenção.A
Câmara Municipal de Ponta Delgada tem três eleitos do PSD, três do
Movimento Cívico e Independente Ponta Delgada para Todos (PDLPT), dois
da coligação PS/BE/PAN/Livre e um do Chega.Depois
de Aveiro, em 2024, e Braga, em 2025, Ponta Delgada, na ilha de São
Miguel, é este ano a Capital Portuguesa da Cultura, um ano antes de
Évora ser Capital Europeia da Cultura.A
organização está a trabalhar com um orçamento de 4,3 milhões de euros,
proveniente do município (três milhões) e do Governo da República (1,3
milhões), estando a aguardar um milhão de euros do Governo Regional com
origem em fundos comunitários.A criação da
figura da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciada pelo ex-ministro
da Cultura Pedro Adão e Silva, em Lisboa, em dezembro de 2022, onde deu a
conhecer a cidade vencedora da candidatura a Capital Europeia da
Cultura.