PSD diz que uso de capacete obrigatório nas trotinetes é “primeiro passo” e admite mais medidas
Hoje 12:23
— Lusa/AO Online
“No PSD,
nós somos totalmente a favor da mobilidade elétrica, das formas de
mobilidade suave porque elas contribuem para melhorar o sistema geral de
mobilidade (…) mas também entendemos que esta defesa da mobilidade
elétrica não pode continuar a significar mais acidentes, mais feridos,
e, como os dados nos têm vindo a demonstrar, mais mortes”, afirmou o
vice-presidente do partido e da bancada, Alexandre Poço, na apresentação
do diploma, no parlamento.O diploma, que
dará entrada hoje na Assembleia da República, pretende introduzir duas
alterações ao Código da Estrada: tornar obrigatório o uso de capacete,
por um lado, e de equipamento refletor à noite ou em situações de fraca
visibilidade, por outro, para todos os utilizadores de trotinetes e
bicicletas elétricas, com multas entre 30 e 150 euros para os
infratores.Questionado se o PSD não admite
ir mais longe – delimitando áreas de circulação e de estacionamento
para estes veículos ou punindo infrações ao Código da Estrada pelos seus
utilizadores - , Alexandra Poço não afastou essa possibilidade.“Se
me pergunta se no futuro estaremos disponíveis para analisar melhores
formas de regulação no sentido geral (…) nós estamos totalmente
disponíveis para olhar para esse tipo de questões”, afirmou, dizendo que
este diploma é “um primeiro passo” para avançar com mais regras de
segurança.Os deputados do PSD Alexandre
Poço e Gonçalo Lage foram ainda questionados de quem será a
responsabilidade de fornecer os capacetes e equipamentos refletores no
caso das trotinetes e bicicletas partilhadas, mas remeteram essa
definição para o processo legislativo, dizendo querer ouvir este tipo de
entidades na Assembleia da República.“Nós
entendemos que a obrigatoriedade tem de ser geral, mas não queremos,
nesta fase, estar já a dizer como é que deve ser”, afirmou.Já
se não seria mais prudente aguardar pela revisão mais global do Código
da Estrada que o Governo anunciou querer fazer, Alexandre Poço
considerou não ser necessário já que o PSD propõe “uma alteração muito
cirúrgica”.Na conferência de imprensa, tal
como no diploma, os sociais-democratas recordaram dados recentes da
GNR, segundo os quais, nos últimos sete anos se registaram mais de 1.900
acidentes envolvendo trotinetes elétricas, dos quais resultaram dez
vítimas mortais, 88 feridos graves e 1.442 feridos leves.“Para
efeitos da presente iniciativa, entende-se por veículos de
micromobilidade elétrica os velocípedes com motor, as trotinetes com
motor elétrico e os demais dispositivos de circulação com motor
elétrico, autoequilibrados ou automotores, incluindo monociclos,
plataformas elétricas autoequilibradas, pranchas e outros meios de
circulação análogos com motor”, explicita o projeto-lei.