PSD diz que prioridade em 2026 vai para execução de fundos PRR e Açores 2030
15 de set. de 2025, 15:30
— Lusa/AO Online
“Transmitimos
ao Governo [Regional] a importância de consolidar as políticas de
investimento nas pessoas, de investir no nosso capital humano, seja nos
trabalhadores de privados, seja nos trabalhadores públicos, mantendo,
por isso, a baixa de impostos que adotámos no início da governação desta
coligação para, também com isso, melhorar o rendimento das famílias e
das empresas nos Açores”, disse o líder parlamentar do PSD/Açores, João
Bruto da Costa, em declarações aos jornalistas.O
deputado social-democrata açoriano falava no Palácio de Sant’Ana, em
Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após uma audiência com o
presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro,
no âmbito do processo de auscultação sobre as antepropostas de Plano e
Orçamento Regional para 2026.Segundo Bruto
da Costa, o PSD também defende “uma aposta numa análise e na melhoria
da qualidade da despesa pública, para que se reduza nos desperdícios e
se possa, com isso, também, consolidar em termos daquela que é a despesa
de funcionamento da administração regional”.O
partido defendeu “também a necessidade de se estabelecer como
prioritário e de prioridade absoluta a execução dos fundos do PRR e do
[programa] Açores 2030”.Para o PSD, a
aposta na execução dos fundos do PRR, que termina no próximo ano, “tem
que ser uma aposta clara da governação” do executivo açoriano.“Se
para isso necessário for recorrer a endividamento que se mantenha num
rácio do PIB [Produto Interno Bruto] abaixo dos 60%, pois para isso […],
com o crescimento da nossa economia, mantemos estabilidade financeira
na região”, admitiu.O líder parlamentar do
PSD salientou ainda que a estabilidade é também importante “em termos
políticos e em termos orçamentais” para que o próximo ano “seja um ano
de execução do PRR e dos fundos do Açores 2030”.Para
os social-democratas, desde o início da governação da coligação
liderada por José Manuel Bolieiro que a estabilidade política e
orçamental “são essenciais”.“E esta nossa
afirmação, por parte do PSD, é apenas [a] reconfirmação desse nosso
entendimento”, disse, referindo que, se em 2024 não tivesse havido o
chumbo do Orçamento Regional e a marcação de eleições antecipadas, o
percurso da região “tinha sido muito mais […] normal em termos da
evolução” da economia e da governação dos Açores.“E,
por isso, para executarmos, quer estas prioridades em termos de PRR e
de Açores 2030, quer para consolidarmos a baixa de impostos e a aposta
no investimento que temos feito nas pessoas e no capital humano dos
Açores, obviamente que a estabilidade política e orçamental é
essencial”, concluiu.Bruto da Costa
admitiu ainda que 2026 “vai ser um ano exigente”, porque a execução dos
fundos do PRR está no seu limite e a região não pode perder a
oportunidade de executar esses investimentos.O Plano e o Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outro partido ou partidos
com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.