PSD diz que pobreza diminuiu e vive-se melhor na região mas oposição tem opinião contrária
Hoje 16:16
— Lusa/AO Online
“A taxa de risco de pobreza nos Açores registou a maior redução entre todas as regiões do país, no último ano. Foi uma descida inédita de 6,9 pontos percentuais, passando de 24,2% para 17,3%, que espelha aquilo que se vê no dia-a-dia dos açorianos: hoje vive-se melhor nas nossas ilhas”, disse a deputada social-democrata Nídia Inácio.A deputada, que fez uma intervenção política sobre condições de vida nos Açores, no segundo dia do plenário de janeiro do parlamento regional açoriano, na Horta, referiu que os resultados são a “evidência clara de que o caminho que tem vindo a ser seguido pelo Governo Regional dos Açores, sob a liderança de José Manuel Bolieiro, é o caminho certo para promover uma transformação efetiva na vida dos açorianos”.Nídia Inácio observou que, “por demasiado tempo, a pobreza foi vista como o destino inevitável nos Açores”, mas o cenário mudou devido a medidas do atual executivo de coligação.“A realidade é esta. Hoje vive-se melhor nos Açores, com menos pobreza, menos abandono escolar precoce, mais emprego, mais remuneração e mais crescimento económico”, afirmou.O deputado João Mendonça (PPM) reconheceu que “ainda há um longo caminho para percorrer” e um longo trabalho para fazer, mas “já muito foi percorrido” no combate à pobreza, apontando que entre 2019 e 2024, 20.700 açorianos “saíram do risco de pobreza”.“Nem tudo está perfeito, mas muito tem sido feito e, no nosso entender, tem sido bem feito”, disse.Também Pedro Pinto (CDS-PP) apontou que em cinco anos de governação PSD/CDS-PP/PPM “já se vive melhor nos Açores”.“A pobreza está a diminuir e não é apenas e só uma questão estatística”, disse, lembrando que o combate à pobreza sempre foi um tema defendido pelo seu partido.Por seu lado, o líder parlamentar do Chega, José Pacheco, disse que a deputada social-democrata fez um “manifesto eleitoral de autoelogio do grande líder José Manuel Bolieiro”, acrescentando que com os executivos da coligação “houve coisas que melhoraram”, mas não se pode dizer que a pobreza desapareceu, porque continua a existir.Nuno Barata (IL) disse que, apesar de “não estar satisfeito com o desempenho” do executivo de coligação, admitiu que de 2020 para 2025 foram retirados “muitos açorianos da pobreza, mesmo que para isso tenha sido necessário aumentar as transferências sociais”.Para o parlamentar do BE, António Lima, é “sempre positivo quando há uma descida nos indicadores mais negros da região”, embora peça cautela na sua análise.“É preciso ler os números da estatística em conjugação com a realidade que nós vemos no dia-a-dia e essa realidade está longe de ser cor de laranja”, afirmou.O socialista Marco Martins disse que a parlamentar social-democrata “está alheada da realidade” e não disse que a descida da taxa de pobreza “deve-se a uma alteração no método de contabilização”.“A pobreza não são números, são pessoas que passam dificuldades, são famílias. E a grande diferença das governações socialistas […] para a vossa governação, é que nós sempre tivemos uma política de proximidade, de preocupação genuína e não como vós, de demagogia e de um grande ataque, em alguns casos, à dignidade das próprias pessoas”, vincou.Pedro Neves (PAN), não questionou os dados, mas disse que na realidade vê “exatamente o oposto” do que é referido: “E é isto que eu não consigo compreender. Nós estamos a reduzir a pobreza nos Açores, mas depois vê-se a realidade completamente errada”.A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinhou que “à data de hoje, a região Autónoma dos Açores já não é a região mais pobre do país” e disse que a evolução positiva “se deve às políticas do governo de coligação”.Admitiu que “não está tudo bem”, mas o executivo tem feito “um caminho bastante positivo”, reafirmando que os idosos e as crianças estão no centro da sua preocupação e são apoiados pelo Governo Regional.“É hoje factual que a Região Autónoma dos Açores já não é a região mais pobre do país, desde que são efetuados levantamentos da taxa de risco de pobreza”, sublinhou Mónica Seidi, reforçando que o executivo está disponível para dar uma resposta em tempo útil aos desafios que ainda persistem.A governante também destacou que a melhoria resulta das políticas sociais implementadas pelos governos de coligação que reforçaram os apoios às famílias e aos cidadãos em situação de maior fragilidade.A fechar o debate, o líder parlamentar João Bruto da Costa, referiu que no tempo dos governos do PS “não se celebrava menos pobres, […] celebrava-se a pobreza, celebrava-se os rendimentos sociais de inserção”.Na manhã desta quarta-feira da sessão plenária, entre outros assuntos, foi rejeitado, por maioria, um voto de protesto do BE, “contra o desrespeito pelo Direito Internacional da administração Trump e em defesa dos Princípios da Carta das Nações Unidas”.