PSD diz que incêndio na aerogare da Graciosa está a afetar exportação de pescado
28 de mai. de 2020, 16:30
— Lusa/AO Online
Citado em nota de
imprensa do partido, o parlamentar à Assembleia Legislativa Regional,
eleito pelo círculo da Graciosa, informa que, nas semanas anteriores ao
incêndio, “exportaram-se valores próximos das 10 toneladas de pescado,
mas na presente data os pescadores e exportadores da ilha não sabem como
colocar as suas capturas no mercado exterior”.João
Bruto da Costa lembra que, "no dia seguinte ao incêndio, a secretária
regional dos Transportes e Obras Públicas assegurou que o sinistro
ocorrido não inviabilizava a utilização daquela infraestrutura
aeroportuária" e que “a operacionalidade do aeródromo não estava
afetada”.Concordando em que, “de facto, as
primeiras avaliações dos constrangimentos causados pelo incêndio
aparentavam alguma retoma da normalidade nas operações de exportação,
nomeadamente de pescado”, o deputado afirma que isso “não é o que está a
acontecer".Assim, o social-democrata
lamenta que “a aparente normalidade a que se referia o Governo"
Regional, afinal "deixou de fora uma das mais importantes atividades
económicas da ilha".João Bruto da Costa
questionou o executivo socialista acerca de uma previsão para a
reposição das condições de exportação na ilha e sobre se a tutela prevê
implementar "mecanismos alternativos ou de compensação aos profissionais
da pesca por esta paragem forçada, caso a situação não seja rapidamente
resolvida".Para o deputado, "todo este
processo parece mostrar alguma desinformação entre Governo, autoridades
aeroportuárias e gestores daquela valência, daí também a importância de
questionarmos os responsáveis regionais sobre o assunto".Em causa está um incêndio que deflagrou, no domingo à noite, na aerogare da ilha da Graciosa.Segundo
adiantou à Lusa, na altura, fonte da Proteção Civil, o fogo, que chegou
a ter uma "dimensão considerável", atingiu a zona das cargas, não tendo
alcançado a zona dos passageiros nem a torre de controlo.